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Frase de EdsonRicardoPaiva

⁠Há quem se arraste pela vida morta. Tem dia que amanhece antes de clarear Coração se despe e se despede de toda agonia Pra que nosso espírito se apresse Ditos se fazem não ditos Olhos se comprazem olhar a rua E não tem nada diferente Coração bate apressado Segura, d'álma nua as mãos aflitas Ambos se entreolham Compreendem, de repente Quem mudou foi a gente A vida fica mais bonita assim Há quem creia isso desimportante Meu compromisso é comigo Olhos, almas, mãos, meu peito, abrigo Há quem queira abreviar o fim E há quem queira olhar a noite Saber que o sol se levante Quero só me despedir do mal que houver em mim Tem vida que termina igual Numa esquina de um momento Um vento frio de agosto Tem dia que começa igual Luz do dia vem vazia de algum modo e nada muda Não tem sonho bom que nos acuda Não existe ilusão que, por melhor que seja, iluda Até que um dia alguma coisa...tudo Há quem julgue que isso pouco importa Vai, se arrasta pela vida e arrasta a vida morta Sem o olhar que lhes convide a perceber A vida abandonou-lhe um dia Chão sem céu, sem luz de estrela-guia Vida voa, vai no vento e corta e volta Vem, se despe de tanta agonia Então, depois se apresse Tem dia que amanhece antes de clarear Mesmo que pareça tudo igual eternamente Alguma coisa não amanheceu Isso torna tudo muito diferente. Edson Ricardo Paiva.

EdsonRicardoPaiva

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Outras frases de EdsonRicardoPaiva

"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível
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"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível Em partes iguais Ponto final Nada mais." Edson Ricardo Paiva.

⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora
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⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora Poesia infinita pra olhares falantes Olha o ar com olhar de ouvinte Um certo manto vem cobrir-me a alma O momento, o instante, o segundo seguinte Um mágico nascer de dia A magia sobrepõe-se à lógica Transcende ao frio caminhar das horas Põe as coisas onde estão Aquece o caminho Navega o mar sem pressa Atravessa bem devagarinho todo o ar que me permeia Se compõe, se sobrepõe, vagueia e aquece Nasce o dia como a prece que agradece a poesia primeira Tem que ver como é bonito Quando o espírito da gente Volta lá na primeira manhã Relembra o quente que era Cada sol que alvorecia e mostrava Toda gota brilhante Cada instante percorria a nova primavera Vivida ou vindoura Cada lágrima chorada Pois a vida é nada, se a gente não chora também Se são elas que douram as lembranças De todas as dores e alegrias Noites bem ou maldormidas Manhãs orvalhadas São as horas da vida e há de sempre faltar Vamos sempre carecer daquele mero instante Irmãos e irmãs, um olhar aos ponteiros Corre o tempo, passa tudo O nada, a saudade, a solidão, um sorriso e a gratidão Nasce o dia na janela, é preciso viver E se a vida é bela ainda Cada um de nós precisa ouvir A voz que tem o coração Só ela pode dizer. Edson Ricardo Paiva.

Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação
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Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação Ou a frase que porventura Lhe vier à cabeça Em mais uma oração Um ponteiro tardio Mostrando que a hora passou Um palco vazio A cortina, há muito fechada A roda gigante da vida girou Teus relógios brilhantes Mostram sempre as mesmas horas Mas os tempos são outros Este mundo está tão diferente Luzes apagadas Não há nada, não há mais ninguém Um dia o relógio desperta É momento de despedida Nesta vida Pra tudo existe a hora certa. Edson Ricardo Paiva

Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro
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Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro Aquele traço profundo Meus passos cada vez mais lentos Quatro ventos Quatro pontos Quatro estações Não sei em qual delas eu desço desde o começo eu desconfiava Que essa estrada Não leva a lugar nenhum Pressinto o quinto dos infernos Resumindo tudo isso Eu meço a distância e concluo a relevância do nada E é nisso Que tudo consiste Sigo mudo e cego Ouvidos ouvindo absurdos A cada dia mais corretos E cada vez menos lerdos Á minha esquerda Jaz a margarida Quase apagada Semi-desenhada na parede Milhões de Céus Bilhões de mundos Eu no chão É quando chego ao ponto Porém este de interrogação Edson Ricardo Paiva