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Frase de Ana Xavier

⁠🖤 “Enquanto ninguém me escolhe” Enquanto ninguém me escolhe, Eu escolho sobreviver. Entre um gole de saudade e um punhado de silêncio, Eu vou costurando os pedaços de mim que a vida insiste em rasgar. Já dei o melhor de mim pra quem só soube pegar. Fui abrigo pra gente que só queria descansar, mas nunca quis ficar. E no fim… quem ficou fui eu. Sozinha, na encruzilhada entre o que mereço e o que aceito, entre o que sonho e o que recebo. Dizem que o amor chega quando a gente para de procurar. Mas como parar, se meu coração continua gritando por algo que nunca veio? Se meu corpo ainda treme por um toque que nunca ficou? Se minha alma ainda chama por alguém que não ouve? Enquanto ninguém me escolhe, Eu aprendo a não me culpar. Não é falta de beleza, nem de amor no peito — é excesso de entrega, é medo nos olhos de quem olha e vê o quanto eu sou inteira. E ser inteira assusta. Porque ser intensa incomoda. Porque quem sente fundo, incomoda quem só sabe viver na superfície. Mas mesmo assim… eu sigo. Com os olhos fundos de esperança, e o coração ainda pulsando, mesmo depois de tanto cansaço. Eu sou aquela que amou antes de ser amada, que ficou quando todos foram embora, que ainda acredita — mesmo ferida — que o amor de verdade não machuca, ele sara. Então, enquanto ninguém me escolhe, eu me reconstruo. E quando alguém finalmente chegar… vai ter que saber: eu sou casa, mas não sou abrigo pra quem só quer passagem.

Ana Xavier

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Pensador.com

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Outras frases de Ana Xavier

Quem sabe nos encontremos de novo vítimas do acaso Nessas ruas sem saída
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Quem sabe nos encontremos de novo vítimas do acaso Nessas ruas sem saída dessa cidade que dormia Labirinto de pedras e asfalto Cobertos por tetos frágeis mas nada transparentes Amanhã ou mês que vem Procuramos um novo dia Procuramos uma saída Sol na palma da mão E o violão, desenvolvendo mais uma canção Juntos só nós e as estrelas Nós e o universo tão sozinhos mas tão cheios de mistério Luzes de calor Luzes do céu Nossas asas nos distanciam do aranha-céu Pessoas nos sugam E as cidades com suas grades, ajudam Fugir daqui é sensação de vento Vento forte rompendo o cimento Os estilhaços acenderam a chama que vem do centro Nos perdemos naquele labirinto nas ruas desalinhadas Nos prendemos com cinto, com ideias amarradas Nos perdemos nas calçadas, nos sinais, nos tijolos Estamos construindo barreiras pelos solos Nos perdemos no som, nas faixas e na multidão Nos perdemos em mais um vagão, vagamos sem destino sem olhar pro coração Nos perdemos em portas Portas que não abrem Nos perdemos no preto e no cinza, esquecendo do verde e do azul da brisa Óculos escuros mesmo sendo de dia, escondemos o que o coração não via A roupa de grife nos cobria, jogando fora nossa carta de alforria Marchem soldados, temos cabeças de papel Nossos olhos foram cobertos, tampados por um véu Ninguém parou pra ver o céu Estamos muito ocupados cumprindo nosso papel Marchem soldados, temos o peito de aço Coração controlado que não lembra do abraço Corpo linchado Soldado pau-mandado, Foi mandado pra vala sem nem ser notado

Eu acho que vivi todo esse tempo esperando por algo que me fizesse continuar, mesmo que tudo fosse mera imaginação, ou talvez não. Talvez o que eu sinto não é mero amor infantil, ou amor ingênuo e totalmente inocente. Só sei que toda lágrima que caiu ao ouvir a sua voz, me pare…
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Eu acho que vivi todo esse tempo esperando por algo que me fizesse continuar, mesmo que tudo fosse mera imaginação, ou talvez não. Talvez o que eu sinto não é mero amor infantil, ou amor ingênuo e totalmente inocente. Só sei que toda lágrima que caiu ao ouvir a sua voz, me pareciam tão reais; que todo suspiro de encanto ao ver o seu sucesso, me pareciam tão sinceros; que todo sorriso que ecoou pela minha boca ao lembrar do seu nome, me pareciam tão verdadeiros. Que cada lembrança, cada verso que escrevi, cada sentimento escondido. Senti tudo isso mesmo que você não soubesse, mesmo que pra mim estava tão óbvio. Me lembro de cada música que beijava meus ouvidos e me faziam arrepiar, e que eu sabia que você estava escutando apenas por sentir seus olhos tão vidrados quanto os meus mesmo distantes um do outro. Me lembro do meu orgulho por te ver crescendo e escrevendo com sinceridade sua arte maravilhosa, um orgulho que me transbordou tanto amor no coração, um amor que pode não ser recíproco mas que hoje em dia, já não ligo mais, já não vou buscar por respostas que me levem a você, ou a nós. Meu amor por você se tornou tão sincero ao ponto de eu não me importar se você está longe ou perto, se você está comigo ou com outro alguém, não consigo mais negar esse sentimento, a força dele é tão grande que a torna eterna. E por mais que eu sabia dos seus mistérios, eu sinto que te conheço e que de alguma forma, dentro do ponto mais remoto do meu coração, eu tive a sorte de conhecer o melhor de você, tive em meus braços o você que ninguém conheceu até hoje. E acredito que você não tenho mudado Por mais que o tempo nos diga o contrário Não é possível que aquele arrepio ao te ouvir pela primeira vez seja apenas imaginário Seria minha imaginação assim tão fértil? A água pura que derrete pelos meus olhos nesse momento apenas por lembrar Poderia eu ser apenas louca? Não sei se louca por você ou louca de cabeça, Talvez um pouco dos dois Mas sinto uma faísca ainda acesa Me dizendo que não estava louca todo esse tempo Ou melhor Dizendo que nós estávamos E que quando acordarmos Estaremos juntos mais uma vez Rindo como as crianças que uma vez fomos E meu coração não estará mais partido E eu te agradeço, te agradeço por me ensinar o que é amor mesmo que no início seja tão doloroso. Te agradeço por me ensinar que amor não é aquilo que transformamos em necessidade, não é um jogo de xadrez já pronto para o cheque-mate. Amor é deixar de ser egoísta, é deixar de lado o pecado mais feio do ser humano. Deixar de ser egoísta

Quem sou eu além de uma menina de eterno coração partido Por mim mesma Criança sem balanço
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Quem sou eu além de uma menina de eterno coração partido Por mim mesma Criança sem balanço Sozinha na gangorra Ouvindo músicas na noite vazia Pensando no nada que me representa Enquanto me escondo da lua De vergonha No peito apenas a coragem de partir E na mente as correntes que me enjaularam durante todo esse tempo Quem sou eu além de uma menina de eterno peito cheio Vagando pela manhã a procura de algo que me transborde Que me derreta Vagando no desconhecido do tempo Fugindo e correndo atrás do passado Criança solta Presa Presa entre o dinheiro e a liberdade Entre a liberdade e a solidão da noite Mais uma vez Livre e só Sendo o que o coração manda e que a mente arrebata Boa e má Má com o que pensa E boa com o que faz Sendo martelada nos pés E amarrada pelas mãos Mas a coragem que hoje encontrei Que hoje me representa Vai me fazer sorrir amanhã Como se nada tivesse acontecido Sorrindo embaixo do sol E me esquivando embaixo da lua Porque quando o frio bate O coração quente pela luz do dia Congela Devagar Rápido Devagar de novo A lentidão da vida me faz caminhar observando o mundo Enxergando tudo Mesmo precisando de óculos Mas meu coração sempre enxergou melhor do que meus olhos Estando tão cega Nunca enxerguei o verde tão bem O roxo da flor O amarelo do piso Os buracos na calçada As pessoas Seus olhares Eterna andarilha arrependida Mas livre Tão livre Voando junto ao vento E contra o destino

Me faz querer beber da chuva em um sábado à noite, deixando o peito aberto pro resfriado que vem quando sua existência evapora e sou obrigada a fechar os olhos novamente, procurando te reencontrar. Me faz querer escrever sobre o desconhecido dos seus olhos e tocar seu peito que…
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Me faz querer beber da chuva em um sábado à noite, deixando o peito aberto pro resfriado que vem quando sua existência evapora e sou obrigada a fechar os olhos novamente, procurando te reencontrar. Me faz querer escrever sobre o desconhecido dos seus olhos e tocar seu peito que diz ter muito amor. Me faz querer descobrir as estrelas roxas que compõem sua cabeça e as placas tectônicas que adornam seu coração. Me faz querer debruçar sob a cama quente, envolvida em seu corpo ao olhar o branco desse céu humano, capaz de ser tanto vazio quanto cheio. Me faz querer criar milhares de histórias em um papel nu pronto para ser preenchido por pedaços de você mesmo sendo impossível te desenhar por completo. É uma curiosidade e desejo que lutam entre si e o sangue que escorre eu uso de tinta, pinto seu corpo sob a real solidão em que desperto. Se os lábios se tocarem durante essa madrugada, seria declarada a vitória do desejo ou isso apenas me tornaria escrava da curiosidade pelo seu mistério? Logo eu? Fria como o dia de hoje e tão chuvosa quanto essa noite. Tão louca quanto palhaço de circo e tão livre de coração. Tocada pelo pecado em sua melhor versão E sendo obrigada a passar mais um dia sem o toque de sua mão Se cada parte do seu corpo fosse um instrumento E toca-ló fizesse de mim uma artista No meu maior desejo Meu nome seria elevado E eu descansaria ao lado de Beethoven