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Frase de Matheus José

⁠Acordei mais uma vez pela madrugada, abri o Whatsapp e encontrei você online. Com quem? Essa hora? Me perguntei. Mas talvez só esteja com insônia, como eu. Não tive coragem de mandar um oi, o coração apertado me fez andar sem coragem de te mandar palavras. Naquele último mês eu tinha buscado no passado algo que me fizesse entender o motivo da nossa perda, do nosso distanciamento. Há trinta dias trocávamos carinhos na tua sala, comendo pipoca, assistindo Netflix e depois fizemos amor. Busquei te encontrar nas ruas, esbarrar contigo nas festas, ir para as mesmas palestras, só pra eu te ver de novo, só pra você me ver de novo, só para que você soubesse que eu ainda estava ali, de perto, te observando e pensando em você. Alimentar a dor sempre foi uma mania minha. Em uma das minhas noites de insônia, vi uma foto sua com outro sorriso, com outra boca, provando de outros batons, corpo, momentos. Meu mundo foi ao chão. Lembrei de todas as vezes que você me chamava pra sair, eu entrava em seu carro animada e você dava uma volta pela cidade, parava na beira do rio e me beijava. Íamos pra sua casa e, a cada noite amor, era a melhor noite das nossas vidas. Eu não vi onde errei. Eu não vi seu sorriso sumir, seu interesse enfraquecer. Você foi furacão que cessou de vez. Daqui da minha cama, com uma xícara de café pra me dá forças, eu ainda busco os motivos.

Matheus José

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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⁠Entre tantas perdas, feridas e buracos na alma, os ombros acostumam a carregar a cruz. E a dor, que já era peso morto aos olhos que vê de fora, se tornou morto aqui dentro também. E então, o amanhã é só uma penitencia por estar vivo. Durante o dia, o coração macula a raiva de si, dos outros, do mundo, da vida. Durante a noite, todo o mundo desaba sobre um corpo inútil na cama, e não tem música, livros, bebidas, que consiga ressuscitar um coração falecido.