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Frase de Gabriel Amorim

⁠Coragem de Ser amanhã Viver é um ato de coragem. Não dessas bravuras que se estampam em manchetes ou que fazem as multidões aplaudir, mas daquela coragem miúda, que se levanta todos os dias, encara o espelho e diz: "Hoje eu vou tentar de novo." Porque, no fundo, a vida não é sobre certezas, é sobre o risco de errar, o risco de doer, o risco de amar. Quantas vezes nos prendemos às grades invisíveis do “e se”? E se não der certo? E se rirem de mim? E se eu me machucar? Mas a verdade é que a vida não nos dá garantias. Não há contrato assinado, não há promessa de finais felizes. Só há o agora, esse instante breve que escorre pelos dedos enquanto pensamos demais. Manuel Bandeira queria “passar a vida limpa, útil, fraterna”. Drummond tropeçava em pedras que só ele via. E você? Qual é o poema que está escrevendo hoje? Será que está parando nas reticências do medo? Ou será que, como Clarice, arrisca o abismo só para descobrir que lá embaixo há asas? Seja como for, vá! Vá com o coração trêmulo, vá com a voz insegura, vá mesmo sem saber se é o caminho certo. Porque não ir é pior. Não ir é morrer um pouquinho de cada vez, é ser metade onde poderia ser inteiro. Dance no meio da sala, mesmo que os vizinhos escutem. Grite seus sonhos no vento, ainda que ninguém os ouça. Ame tanto que o peito quase não aguente. Porque viver é isso: abraçar o caos, aceitar o improviso, celebrar o inacabado. E se der errado? Ah, ao menos você viveu. Ao menos você foi mais do que uma sombra caminhando pela vida. Foi humano, foi poesia, foi fogo. Amanhã pode nem existir, mas hoje é seu. Então vá, sem medo de ser feliz.

Gabriel Amorim

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Pensador.com

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Escorpião Escorpião, fure meus globos Inchaço Globo vermelho Sangra. Vaza. Fecha. Morro. Sangra. Vaza. Fecha. Respiro. Meu corpo se revolta Estou pingando Faça isso parar! Minha glândula salivar Que rebelde, maldita Pare Te imploro Acabe logo com isso …’’.’.’.’.’.’......’.’.’’............... .”....”.’.”.””.”.”..’.’.’.’. Não posso enxergar Anoitece ao meio do dia Acaba-se tudo as quinze horas ………….,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,, Canso e caio No poço, no fundo Manso morro De roupa, imundo

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⁠Num abismo sombrio de desespero, O transtorno de Borderline se abriga, Um mar de melancolia, vazio e austero, O amor e a intensidade numa dança intriga. Na alma, um vendaval de emoções devastadoras, Amor intenso, mas fugaz como a madrugada, A valorização se esvai como sombras fugidias, Enquanto a desvalorização inflama a ferida. A autoestima se esvai em fragmentos dispersos, Como um espelho partido, cacos em agonia, A busca incessante por uma identidade. Mas na melancolia, há um chamado de esperança, Na aceitação e compreensão do sofrimento, A luz tênue brilha na busca da bonança.