Frase de Carloseduardobalcarse
Vivemos em uma época curiosa: temos respostas para quase tudo, mas talvez estejamos perdendo a capacidade de formular as perguntas que realmente importam. A tecnologia encurtou distâncias, acelerou o acesso ao conhecimento e colocou praticamente o mundo inteiro na palma de nossas mãos. Mas existe uma pergunta que nenhuma tecnologia deveria responder em nosso lugar: Quem estamos nos tornando? Quanto mais respostas encontramos fora, menos percebemos as perguntas que deixamos de fazer dentro. Talvez o problema do nosso tempo não seja a falta de informação, mas a facilidade com que transformamos informação em certeza. Repetimos porque muitos repetem. Acreditamos porque muitos acreditam. Compartilhamos porque muitos compartilharam. E, pouco a pouco, aquilo que começou como influência pode terminar parecendo pensamento próprio. O senso comum comumente mente. Pensar exige mais do que possuir uma opinião. Exige coragem para confrontá-la. Maturidade intelectual não está em vencer todas as discussões, mas em conseguir reconhecer quando uma verdade maior exige que abandonemos uma certeza menor. Por isso, algumas vezes, desaprender é uma forma superior de aprender. Estamos formando uma geração extraordinariamente preparada para encontrar respostas. Talvez o próximo desafio da educação seja formar pessoas capazes de questioná-las. Porque quem recebe todas as respostas prontas corre o risco de nunca descobrir quais perguntas eram realmente suas. Não precisamos de uma sociedade que pense igual. Precisamos de uma sociedade que pense antes de simplesmente repetir. E talvez uma das maiores expressões de liberdade seja justamente esta: Ter coragem suficiente para questionar até aquilo que pensamos ser nosso próprio pensamento. Afinal, a mente mente e o discernimento desmente. Carlos Eduardo Balcarse Escritor e pesquisador sobre consciência, discernimento, comportamento humano, educação e sociedade.
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Pensador.com
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