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Frase de Maria Riber

⁠Enquanto lavava a louça, percebi algo óbvio. Tão óbvio que me irrita; não por ser simples, mas por ser antigo, conhecido em teoria e só agora compreendido de verdade. Talvez você se pergunte o que é. E lhe respondo com regozijo: é o ato de idealizar. Mas não falo da idealização do corpo, da estética, do outro. Refiro-me à mais sutil e silenciosa: a idealização da vida. Essa mania de projetar o amanhã como se fôssemos oniscientes, nós, que mal lembramos o que almoçamos há dois dias. Sorri. Como pude nunca perceber algo tão evidente? Explico. Enquanto segurava um prato escorregadio e ensaboado, pensei no que viria logo depois: "Termino aqui, guardo as luvas, subo devagar as escadas..." Tudo calculado, tudo tão claro. Mas bastaram milésimos de segundo para minha mente começar a antecipar caminhos, todos desconsiderando a possibilidade mais real de todas: os imprevistos. Foi então que entendi: por mais que eu deseje algo com todas as forças, não é só o esforço que o torna possível. Porque a única certeza é a incerteza. E perceber isso… é uma das coisas mais belas que já experimentei. Tudo é incerto. Absolutamente tudo. Num nível tão profundo que chega a ser poético. Tudo exceto três coisas: a certeza da incerteza, a dubiedade da minha existência (e, paradoxalmente, ainda assim existir), e a certeza de Deus. Sim, de Deus. Pois é a própria dúvida que O confirma. Se eu fosse Deus, não haveria incerteza em mim. Eu seria resposta para tudo. Mas como não sou, e a dúvida existe, a própria existência dela me convence de que há alguém além de mim; alguém que é certeza, e que, por isso mesmo, é Deus. E aqui estou. Lágrimas nos olhos. Sorriso largo. Uma alegria que não sei descrever. É como se, depois de anos, eu finalmente entendesse o que sempre tentei entender e não consegui. Como se tivesse encontrado, enfim, a porta, e não só isso, como se agora eu também soubesse atravessá-la. Como se compreendesse a vastidão do universo dentro de mim. Meus neurônios, uma teia cósmica. Meu coração, o compasso das galáxias. Tudo pulsando com uma sabedoria que não sei decifrar, mas sinto. Profundamente.

Maria Riber

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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⁠Como posso te amar? Não posso. Mas amo?
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⁠Como posso te amar? Não posso. Mas amo? Acho que não. Espero que não. Não é medo, é incerteza. Compatibilidade de almas, incompatibilidade de corpos. Não é uma miragem vivida, é apenas uma realidade estendida— como se o tempo fosse o mesmo para nós. Mas não é. Há uma vida de distância. Talvez mais do que uma. O que devo fazer em meio a essa realidade assustadora? Nunca cheguei nessa parte. Não sei ao certo pelo que me apaixonei, se é que me apaixonei. Seria seu riso doce, seu olhar de abrigo, seu tom de intimidade, sua escuta ativa? Talvez eu tenha me apaixonado pela forma como me vi pelos teus olhos— como se meu coração pudesse bater e, pela primeira vez, não houvesse nada de errado nisso. Mesmo que não seja platônico, preciso que seja! Preciso ser como a Branca de Neve, mas sem o príncipe. Que ele nunca me beije. Que eu nunca acorde. Que isso fique aqui, onde é seguro: dentro do meu próprio sonho.

⁠É como se você batalhasse, mas nada mudasse. Ou talvez tenha mudado, mas a perda consome a percepção, distorcendo qualquer progresso. O id, o ego e o alter ego lutam entre si, mas nem sequer sabem pelo quê. No começo, parece um vazio—aquela sensação de estar flutuando no mar, se…
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⁠É como se você batalhasse, mas nada mudasse. Ou talvez tenha mudado, mas a perda consome a percepção, distorcendo qualquer progresso. O id, o ego e o alter ego lutam entre si, mas nem sequer sabem pelo quê. No começo, parece um vazio—aquela sensação de estar flutuando no mar, sem rumo, esperando ser salvo por um navio ou morrer afogado. Mas, aos poucos, o vazio dá lugar a um peso no peito, um aperto que esmaga, sufoca e se confunde com culpa. Afinal, o inimigo está mais próximo do que se imagina, ou melhor, basta olhar o espelho para enxerga-lo. Não porque quero, mas porque não posso escapar. Ele é uma versão de mim, mas que não desejo que seja eu. Tanto esforço para nada. Cada passo dado parece apenas um ciclo se repetindo, um esforço inútil contra algo invisível. A fraqueza se instala, não no corpo, mas na alma. A incapacidade de viver plenamente se arrasta como um eco constante, um lembrete cruel de todas as falhas. Não porque não tentou, mas porque o nível de estoicismo não é suficiente. O medo de se perder de novo é pior do que qualquer queda. Porque se perder significa voltar para aquele lugar onde o silêncio ensurdece, onde os próprios pensamentos não calam a boca, te puxando para baixo como areia movediça em um deserto de areia infinita. E a única opção que resta é seguir em frente—não porque há esperança, mas porque ficar parado dói ainda mais. Seguir sem saber se há um destino. Apenas seguir.

⁠Corra, liberte-se. Pois o hoje é o doce e puro presente, mas o amanhã é incerto. O hoje depende de tu e o amanhã da vontade do Universo. Os sentimentos do verde e do vermelho regem este lugar, mas somente Deus rege o tempo, somente a dor fica guardada no pensamento, e a vontade…
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⁠Corra, liberte-se. Pois o hoje é o doce e puro presente, mas o amanhã é incerto. O hoje depende de tu e o amanhã da vontade do Universo. Os sentimentos do verde e do vermelho regem este lugar, mas somente Deus rege o tempo, somente a dor fica guardada no pensamento, e a vontade sozinha nada mais é do que sombria ilusão. A vida. O tempo. A dor. O relativo que não pode ser controlado, mas precisa ser apreciado e sentido o devido proveito. O momento que só pode marcar o verdadeiro presente. E a força de vontade que iluminam o mais forte possível, a mente.

⁠Adoro nossas conversas profundas, me abrir com você e saber que está ali, sempre ouvindo. Adoro sua forma espontânea de ser, sua risada esquisita e os cachinhos balançando. Adoro como você é fofo. Como faz coisas que gosto e sorri quando dou pulinhos de felicidade em agradecimen…
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⁠Adoro nossas conversas profundas, me abrir com você e saber que está ali, sempre ouvindo. Adoro sua forma espontânea de ser, sua risada esquisita e os cachinhos balançando. Adoro como você é fofo. Como faz coisas que gosto e sorri quando dou pulinhos de felicidade em agradecimento. Adoro o jeito como respeita os limites que impus, sem questionar, sem insistir. Talvez, em uma realidade paralela — um mundo onde nossos costumes, valores e desejos coincidissem —talvez ali fosse possível. Outra época, outra vida. Pena que nunca aconteceu. Quem dera se acontecesse. Adoro sua alma, sua energia, sua luz. Amo você. Mas amor não se resume a tudo. Pena que não somos almas gêmeas romanticamente falando. Mas, para mim, sua amizade basta.