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Frase de Avandelson Silva

Ah... Como devo ler o mundo? Não podemos criar uma fórmula para tal circunstância, pois só podemos senti-lo, percebê-lo, amá-lo, odiá-lo (quando necessário for). A leitura do mundo vem antes da leitura da palavra, quão magnifica é a presença literária e humanística de Paulo Freire neste pensamento. Primeiro captamos as coisas que existem em nosso mundo para depois fazermos ligação com a palavra mundo. E logo em seguida, externalizamos a palavra que era mundo em verso-palavra, que deixa de habitar o nosso interior para nascer no papel e alimentar outros subterfúgios, alimentando-os de sonhos e magias. Como não recordar de Adélia Prado, quando poeticamente fala de sua infância debaixo de uma sombra proporcionado por um muro alto no quintal ensombrado ou da casa alaranjada, pois significava a constância dos amanheceres,concretamente avistado por ela. Portanto, lê-se o mundo para transforma-lo em poesia porque a alma necessita de beleza.

Avandelson Silva

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Pensador.com

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Uma jovem havia perguntado: “quando acontece o amor verdadeiro?”. Pensei por dois dias essa indagação, folheei alguns livros de Rubem Alves, Platão, Sartre, Aristóteles, Schopenhauer, Fábio de Melo e uma célebre obra do Gabriel Chalita denominada “O pequeno filósofo”. Sem querer…
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Uma jovem havia perguntado: “quando acontece o amor verdadeiro?”. Pensei por dois dias essa indagação, folheei alguns livros de Rubem Alves, Platão, Sartre, Aristóteles, Schopenhauer, Fábio de Melo e uma célebre obra do Gabriel Chalita denominada “O pequeno filósofo”. Sem querer furtar o teu tempo, caro leitor, tive que consultar Adélia Prado e Cora Coralina, dois amores literários que possuo. Cora, em um trechinho, fala sobre seguir a vida “quebrando pedras e plantando flores”. Quão bela é essa perspectiva. Relembrei de Adélia Prado, quando em suas obras, fala sobre o amor que “uma vez encontrado, é igual, a fé, abraça-se para a vida toda”. Logo em seguida, mergulhei no pensamento de Rubem Alves com a prerrogativa de recordar de “A menina e o pássaro encantado”, uma obra linda desse autor maravilhoso. Narra-se a história de uma menina que tinha um pássaro mágico que se ausentava para fazer longas viagens e fazer algumas experiências e que, quando voltava, ficava em seu colo para cantarolar as vivências para a amada amiga. Depois, mergulhei de cabeça na lógica platônica sobre o amor e suas divisões: Eros (amor da carência, falta, ausência), Philia (amor fraterno, belo e harmonioso) e o Ágape (amor de Deus, perfeito). Na sequência dessa trilogia, vieram aos meus pensamentos três amores Eros, que causam uma leve sensação de liberdade: Simone de Beauvoir e Sartre; Aberlado e Heloisa; e Romeu e Julieta. Três amores da falta, da carência, da sede de viver com o outro que, em muitos momentos, chegaram a ser tão divinos que foi de mais para esse mundo. Sei que são muitas, porém quero elucidar Simone de Beauvoir e Sartre, que viveram um amor livre e cuidadoso, em que ele era ele e ela era ela. Não quero adentrar em supostas particularidades, mas ressalto a imagem do túmulo onde eles foram enterrados juntos, na França. É partindo dessa história que quero manifestar as minhas ideias seguindo os passos de Aristóteles. Quando ele afirmou: “o amor é o sentimento dos seres imperfeitos”, significou que amamos aquilo que é fruto de nosso desejo e, por isso, dedicamos e sofremos amarrados a uma causa ou a alguém. Ou seja, amamos por necessidade e por carência. E o que pensar sobre o amor depois de ler Arthur Schopenhauer, que o elucida da seguinte forma: “o amor é o centro invisível de todos os atos e fatos”? Encontrei, nessas andanças literárias, Fábio de Melo, em um relato emocionante sobre a sua presença como amigo na vida de alguém, e Chalita na obra “O pequeno filósofo”, que fala sobre a descoberta do amor que vai acontecendo com o tempo, pois o diálogo também é amor. Minha querida jovem, não se sabe ao certo o que é o amor ou quando ele acontece. Não somos capazes de definir ao certo como ele acontece. Na atualidade, podemos fazer diversas leituras, inclusive, sobre as paixõezinhas que se configuram como um amor de verão, que passa como uma tempestade ao entardecer. Ouvi alguém dizer um dia que se quer um amor que nos tire no chão. Porém, isso está voltado para paixão, pois o amor acaba sendo uma mistura de sensatez e sonho, já que à medida que se ama, planeja-se o futuro vivendo no presente. Avandelson 30/06/2016

Escrevo sentenças curtas para explicar sabedoria as diversas realidades existentes no mundo que vejo e no mundo que habita em mim. Sempre deparo-me com questionamentos diversos dentre eles: quando acontece o amor verdadeiro e o que vem primeiro a angústia do recomeçar ou a felici…
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Escrevo sentenças curtas para explicar sabedoria as diversas realidades existentes no mundo que vejo e no mundo que habita em mim. Sempre deparo-me com questionamentos diversos dentre eles: quando acontece o amor verdadeiro e o que vem primeiro a angústia do recomeçar ou a felicidade de um novo inicio?

Tributo a Rubem Alves Não tive a oportunidade de conhecê-lo, mas carrego em minha alma um pedacinho de jardim feito palavras que foram construídas ao ler as suas obras. Hoje posso dizer que tenho saudades, porém abro os livros que tenho seus e começo a lê-los e a saudade que nã…
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Tributo a Rubem Alves Não tive a oportunidade de conhecê-lo, mas carrego em minha alma um pedacinho de jardim feito palavras que foram construídas ao ler as suas obras. Hoje posso dizer que tenho saudades, porém abro os livros que tenho seus e começo a lê-los e a saudade que não é física, mas literal, preenche a minha vida de cores e sabores. Como é importante o verbo! Escrevestes para o mundo e com o passar do tempo conquistastes almas apaixonadas pela vida, pelo amor, pela sabedoria e pelo infinito. Amo-te como poeta que tornei-me. Amo-te porque vejo as palavras dançando em minha mente e perturbando o meu sono nas madrugadas. Dizendo, vamos acorde! Acorde! Pegue o papel e a caneta e comece a poetificar o mundo que está dentro de você. Aí acordo para externalizar o que sinto na alma numa folha de papel.