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Frase de Joelma Antunes

PARADOXO DE MIM Debruçada em meus anseios vi sua imagem caminhar Fui passageira, levada no banco de trás. Desejos que me acorrentam e me desfaz Amordaçada pelo teu cheiro Envolvida nos seu jeito e nos seus planos Nem tive tempo de programar os meus E meu ser se perdeu Dentre os caminhos que traçou pra nós Ainda não sei silenciar sua voz Nem consigo encontrar o teu olhar Que meu ser anela aprecia Quisera que em mim viesse a fixar Meu ser sem ti, que quase desfalece. Caído no abandono de si mesmo se esquece Sofrendo na tua inexistência Esquecer-te já é algo inalcançável Um pobre engano! Controlando fóbicas ideias de saudades Pensamentos que me aquietam Perturbando a serenidade Sua partida... Ato de terror Que minha paz levou Meu sonho massacrou Em minha cadeia te aprisionou Chocou minha lucidez Assenta-te em meus delírios mórbidos Não consigo ver o fim. Criastes paradoxo de mim. A dor que hoje é presente Toque teu em mim marcadamente. Encontro-me na complexidade dos meus instantes Traçando por linhas estreitas do destino, Atravessando fronteiras do meu passado. Passeando por zonas de conflitos Minha saudade de ti me leva a liberdade Identidade que perdi Não sei se vivo, ou se morro. Viver que é quase um desengano Sem ti meu silêncio é como pânico Quero gritar em minha imaginária flutuação Reescrever o caminho do meu coração. Vagueio por entre a simplicidade e o que é excessivo Entre minha impulsividade e meus atos centrados Navego por entre o nosso passado E um sentimento de angústia que possa surgir Desventurado futuro sem ti! Meu fim... Meu hoje é tão sinuoso Meus pensamentos desconexos Meus momentos tétrico a soluçar Nessa saudade mórbida Minhas verdades decaem como cachoeira E por entre lágrimas inconscientes Diluíram-se as minhas verdades Mergulhada num rio de saudades. Meu alicerce... É apenas uma racionalidade do que não conheço Que não é mais real no que vejo Roupagem frágil do concreto Meu presente... Um pensamento sofisticado dos nossos momentos Que prefiro acordar Meu coração te enxergou Teu sorriso dentro de mim brilhou De forma misteriosa me aprisionou Força absoluta que a ciência desconhece Onde meus sonhos não adormecem. Habitas em mim em noites de sonhos Meus olhos não resistem o calor da tua ausência Então venha destruir minhas saudades Atravesse o breu de minhas vontades Transforme meus receios em realidades absolutas Arranque as raízes de minhas adversidades Diz-me que nossos desejos não são ilesos ao que sonhamos Que há coerência em suas palavras Quando nossas verdades foram juramentadas!!! Decifre o código das minhas lágrimas E destrua o momento efêmero de minha solidão Sentencie a nulidade dos meus dias sem tua presença Sou frágil, sou carente, Mas contigo, não temo assumir quem sou. Desnude-me e me ame silenciosamente E pode me soterrar em sua permanência E assim, não me deixe acordar. Mesmo que seja lentamente No teu discreto modo de me amar.

Joelma Antunes

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Pensador.com

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LINHAS VULNERÁVEIS DA SAUDADE Forrei meu caminho de amor Como a lágrima que sorrir
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LINHAS VULNERÁVEIS DA SAUDADE Forrei meu caminho de amor Como a lágrima que sorrir Mergulhei na alegria da tua alma Num abraço que chora Arrancando do peito A única lágrima que me restava Nas forças que poupei Quando desastradamente passou por mim... Sigo atônito nas linhas indecifráveis do tempo Busco-te nos meus pensamentos noturnos Em Frases cortadas pelo silencio Ate que os sonhos novamente batam a porta Folheio-me nas páginas da vida Despertando em meus anseios ocos Encontrando recordações impalpáveis... E nessas linhas vulneráveis Sou apenas resquícios de vida Flutuando em tuas saudades

FALA-ME COM TEU SILÊNCIO Um sorriso basta! Do que não sei ao certo
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FALA-ME COM TEU SILÊNCIO Um sorriso basta! Do que não sei ao certo Gosto de ti até quanto te calas E em teus lábios colho palavras Que alimentam minha vida E molda minhas esperanças. Delicadamente observo nos olhos do futuro Sonhos... Alguns deles destruídos, Alguns mais redirecionados E alguns outros misteriosos Que degustei ao longo da existência. Despi-me das perguntas Pois já não havia respostas óbvias E eu faria qualquer sacrifício Para que teus sorrisos fossem eternos E não apenas de momento. Lancei ao mar o grito que bradei Querendo dar-te liberdade E calei os sentimentos que afagam minha alma Grande amor que foi essa mentira! Nesta grande mentira mergulhei minhas verdades.

JAZIDAS LEMBRANÇAS Quando nossos olhares se encontraram Eu desejei morar nos calabouços do teu coração,
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JAZIDAS LEMBRANÇAS Quando nossos olhares se encontraram Eu desejei morar nos calabouços do teu coração, Mesmo se tivesse que viver Na escassez de sentimentos. Havia em mim, Uma enorme necessidade de viver! Uma urgência de abandonar a dor Morri nas trocas de palavras Ao buscar a vida que hoje não mais respira! Onde o silêncio se dava bem com o coração Numa presença que não mais existia Caminhei por onde o amor jazia. Quando fostes embora... Levastes a minha liberdade E me aprisionei no surreal do descontentamento! Uma sensação de ter tocado a felicidade E ela simplesmente virou pó!

Dura ausência As minhas mãos estão tão solitárias sem as tuas!!! Minhas saudades te pedem para ficar
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Dura ausência As minhas mãos estão tão solitárias sem as tuas!!! Minhas saudades te pedem para ficar Chego até ver-te sem te olhar Não me importo em suplicar Esqueça tudo e comigo vem ficar Porque se for medo... Deixas que os meus medos abracem os teus! Não sei se meu destino é teu caminho ou Se meu caminho é teu destino Meus braços falam para você ficar E na força desse abraço Entenda... Que ainda quero te amar! Recordo ... Que a força do último abraço Desperta a memória dos meus sonhos E no infinito eu contemplo A inquietude da manhã chegando As portas das saudades se abrem Como se ainda fosse possível Ter-te em meus braços O sobressalto da tua presença. O reviver da minha entrega... E o meu amor desvendado em um único olhar Num infinito que me contemplo... Na intimidade de um olhar nítido! Sentimento que me deixa enclausurar Por qualquer palavra tu me decifra E no silêncio da tua ausência Refugio-me nos sótãos dos meus poemas