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Frase de EdsonRicardoPaiva

⁠Sonhei com a simplicidade Não sei quanto tempo levou Mas o instante durou O tempo que a vida leva Qual fosse um novelo de lã Num castelo de cordas que se transforma Um menino amarelo que amanhecia Pra depois anoitecer mil vezes Era o cravo, era a treva Vento leve, uma brisa Que sopra a verdade em seus ouvidos Tempestade chega de repente Semente de tempo que a vida leva Sonhei que a vida era coisa singela Era um doce com calda de caramelo Que se vê na infância e não se prova Não se esquece, que renasce como nova, todo dia Porque o viu numa fotografia amarelada Sonhei com a simplicidade Que de simples que era Passa a vida inteira e não se alcança Desiste de esperar e de querer Como quem não quer nada Mas a alma De seu jeito teimosa ela era E ainda a espera calmamente Porque Sonho e vida são coisas que não se junta E tudo se torna muito Muito diferente, quando a gente acorda Pode ser que eu só tenha sonhado Que essas coisas todas não tivessem Esse lado esquisito Essa forma torta como a coisa é dividida Onde há o feio e o bonito O lado de cima, o outro lado O disforme e o quadrado O errado e o quase certo Porque sempre que uma vez desperto Tudo fica complicado A verdade e a realidade Contrastando outra vez com a pureza Da simplicidade que eu sonhava Onde tudo era caro ou barato Era claro ou escuro Mas não tinha passado E nem futuro. Edson Ricardo Paiva.

EdsonRicardoPaiva

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Outras frases de EdsonRicardoPaiva

"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível
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"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível Em partes iguais Ponto final Nada mais." Edson Ricardo Paiva.

⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora
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⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora Poesia infinita pra olhares falantes Olha o ar com olhar de ouvinte Um certo manto vem cobrir-me a alma O momento, o instante, o segundo seguinte Um mágico nascer de dia A magia sobrepõe-se à lógica Transcende ao frio caminhar das horas Põe as coisas onde estão Aquece o caminho Navega o mar sem pressa Atravessa bem devagarinho todo o ar que me permeia Se compõe, se sobrepõe, vagueia e aquece Nasce o dia como a prece que agradece a poesia primeira Tem que ver como é bonito Quando o espírito da gente Volta lá na primeira manhã Relembra o quente que era Cada sol que alvorecia e mostrava Toda gota brilhante Cada instante percorria a nova primavera Vivida ou vindoura Cada lágrima chorada Pois a vida é nada, se a gente não chora também Se são elas que douram as lembranças De todas as dores e alegrias Noites bem ou maldormidas Manhãs orvalhadas São as horas da vida e há de sempre faltar Vamos sempre carecer daquele mero instante Irmãos e irmãs, um olhar aos ponteiros Corre o tempo, passa tudo O nada, a saudade, a solidão, um sorriso e a gratidão Nasce o dia na janela, é preciso viver E se a vida é bela ainda Cada um de nós precisa ouvir A voz que tem o coração Só ela pode dizer. Edson Ricardo Paiva.

Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação
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Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação Ou a frase que porventura Lhe vier à cabeça Em mais uma oração Um ponteiro tardio Mostrando que a hora passou Um palco vazio A cortina, há muito fechada A roda gigante da vida girou Teus relógios brilhantes Mostram sempre as mesmas horas Mas os tempos são outros Este mundo está tão diferente Luzes apagadas Não há nada, não há mais ninguém Um dia o relógio desperta É momento de despedida Nesta vida Pra tudo existe a hora certa. Edson Ricardo Paiva

Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro
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Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro Aquele traço profundo Meus passos cada vez mais lentos Quatro ventos Quatro pontos Quatro estações Não sei em qual delas eu desço desde o começo eu desconfiava Que essa estrada Não leva a lugar nenhum Pressinto o quinto dos infernos Resumindo tudo isso Eu meço a distância e concluo a relevância do nada E é nisso Que tudo consiste Sigo mudo e cego Ouvidos ouvindo absurdos A cada dia mais corretos E cada vez menos lerdos Á minha esquerda Jaz a margarida Quase apagada Semi-desenhada na parede Milhões de Céus Bilhões de mundos Eu no chão É quando chego ao ponto Porém este de interrogação Edson Ricardo Paiva