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Frase de Paulo Del Ribeiro

QUANDO TUDO PARECIA O FIM Eu não estava sozinho. Muitos estavam lá. Mas é sempre assim, quando somos derrotados existem muitos para assistir a nossa derrota. Os que estavam ali ao meu redor puderam com êxito assistir aquela queda inevitável e ao enterro da minha última quimera. A dor queimava-me a alma e fazia arder como fogo em labaredas numa fogueira acessa há muito tempo atrás. Era uma imensidão perdida numa escuridão absoluta que se estendia para um horizonte sem fim e que atravessava fronteiras jamais alcançadas. Num encantamento amaldiçoado tudo dispersou da mesma forma que se juntou. Desequilibrei-me e cai de uma ponte que ligava os dois penhascos da minha alma, deixando o meu corpo mergulhar num rio imaginário, absorto, descendo em corredeiras desabaladas. Quando não mais agüentava me agarrei num tronco enroscado por entre as pedras, enquanto a minha mente ainda sã, implorando que não fosse o fim, rodopiava por entre o céu azul, combinando o tempo perdido numa grande ciranda, com os seus rodopios perfeitos, como os de uma bailarina que entra na dança quando ela já está quase no fim. No mundo, todos desacreditados de mim, do meu amor absoluto, me deram as costas para que eu me perdesse nas trevas. Mas como um maestro de mim mesmo, vestido num fraque preto fantasiado de noite, fiz com que todos se virassem pra mim no momento exato em que levantei a minha batuta. Passei então a reger uma música violenta, cadenciada, com acordes sem sentido, mas num compasso perfeito dentro do tempo que perdi, sonorizando aquele momento com toda força e altivez. Agora sim, era eu que dava as costas para todos aqueles que me assistiam. Perdi-me nas trevas e ocultei meu sonho por entre nuvens para que eles fossem derramados sobre a terra como chuva e que assim pudessem molhar você que já não mais estava em minha alma. Senti frio, queimei-me de febre sem nenhum carinho, sem nenhum amor que pudesse acalmá-la ou que pudesse me elevar sem deixar me abater pela solidão. Sentindo-me dono apenas de mim mesmo, pode sentir o brilho das estrelas aquecendo o meu céu interior, enquanto uma estrela negra e completamente moribunda se tornava cadente num mergulho profundo, atingindo a escuridão do universo e se apagando para sempre. Muitas outras foram surgindo, piscando e apagando as suas luzes, se aglomerando e fazendo com que o céu parecesse feito de um pó cósmico, brilhante. Outras vagavam assustadas, as derivas, incertas e desacreditadas com a eternidade da minha alma que sempre manteve lúcido o brilho da lua à mercê do meu amor. Esperei, esperei muito até que o dia nascesse na esperança de que eu pudesse começar tudo de onde parei. Rezei para que tudo não fosse o fim de um grande começo e para que Deus operasse um milagre onde eu pudesse reencontrar a vida que ainda se estendia diante de mim. Pude sim, encontrar com Deus e ele que também estava perdido de mim, me achou onde eu estava loucamente a procurá-lo. Tocou em meu ombro quando eu ameaçava partir novamente. Virei-me de súbito, num breve susto, quando ele então me tomou em seus braços, amparou-me e disse com muita calma sobre os grandes planos que ele ainda tinha para mim. Sentei-me num banco diante do por do sol e pude então com isso perceber o quanto a vida é bela! By Paulo Del Ribeiro 04/12/2013

Paulo Del Ribeiro

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Paulo Del Ribeiro

O mais belo de todos os milagres é morrer de amor e ressuscitar dele sabendo que estamos vivos para viver tudo de novo.
“Não existe vento, tempestade e nem borrasca que me faça deixar de erguer a minha âncora, de içar a minha vela e de navegar o meu mar. Mesmo que para isso eu tenha que mudar a minha rota, virar e forjar o ponteiro da minha bússola rumo ao meu arco-íris, para que com o pincel da m…
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“Não existe vento, tempestade e nem borrasca que me faça deixar de erguer a minha âncora, de içar a minha vela e de navegar o meu mar. Mesmo que para isso eu tenha que mudar a minha rota, virar e forjar o ponteiro da minha bússola rumo ao meu arco-íris, para que com o pincel da minha imaginação eu mesmo possa mudar as suas cores por aquelas que me fazem sentir que a vida vale à pena e que ela sempre será da cor que eu pintar.”

Quem dera tudo passasse, o que eu falei nada falasse que ao invés de partir você ficasse
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Quem dera tudo passasse, o que eu falei nada falasse que ao invés de partir você ficasse que o perdão sinceramente perdoasse, o desprezo se considerasse, a dor acalmasse, o vazio transbordasse, como era antes continuasse, o erro se concertasse, com outros olhos você me olhasse, o amor que eu lhe disse você amasse, ou pelo menos a amizade, por fim, nunca terminasse.