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Frase de Pedro Kilkerry

O verme e a estrela Agora sabes que sou verme. Agora, sei da tua luz. Se não notei minha epiderme... É, nunca estrela eu te supus Mas, se cantar pudesse um verme, Eu cantaria a tua luz! E eras assim... Por que não deste Um raio, brando, ao teu viver? Não te lembrava. Azul-celeste O céu, talvez, não pôde ser... Mas, ora! enfim, por que não deste Somente um raio ao teu viver? Olho, examino-me a epiderme, Olho e não vejo a tua luz! Vamos que sou, talvez, um verme... Estrela nunca eu te supus! Olho, examino-me a epiderme... Ceguei! ceguei da tua luz?

Pedro Kilkerry

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Pensador.com

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O MURO Movendo os pés dourados,lentamente, Horas brancas lá vão,de amor e rosas As impalpáveis formas,no ar,cheirosas... Sombras,sombras que são da alma doente! E eu,magro,espio...e um muro,magro,em frente Abrindo a tarde as órbitas musgosas --Vazias?Menos do que misteriosas-- Pestaneja,estremece...O muro sente! E que cheiro que sai dos nervos dele, Embora o caio roído,cor de brasa, E lhe doa talvez aquela pele! Mas um prazer ao sofrimento casa... Pois o ramo em que o vento a dor lhe impele É onde a volúpia está de uma asa e outra asa...