Frase de Irma Jardim
Lembremos da vovó e suas guloseimas. Recordemos de mesa farta e rodeadas de pessoas. E da mesa dos inocentes, lembram ? Lembram do galinheiro de porão e a folia para coletar ovos; que bagunça! E das conversas ao redor do fogão a lenha ou de campanha? Do deitar cedo e acordar com o canto dos pássaros em plena madrugada! Da mimosa, do mineiro, das louças, das panelas panelas coloridas ou as de ferro? Do iluminar dos relâmpagos através das frestas das janelas de correr, das trancas das portas, que saudade! E do colchão de palha, que parecia uma banheira com aquele buraco; e tudo era bom. Que saudade dos simples! Vida difícil, mas pacífica, harmônica e saudável. E o correr para o pomar na época das frutas; sem ruas para atravessar. O se esconder depois de uma arte, mas logo após vinha o corretivo e quando não era coletivo, pois os mais velhos tinham a obrigação de cuidar dos mais novos. Marca de roupas não existiam, tudo era feito em casa mesmo! Piscina pra que? Se o rio ou o açude era ali perto. A semana era longa, e o domingo apenas se descansava. Dias santos o coisa boa; descanso total. Menos o sábado de aleluia, este era um DEUS nos acuda; se eramos o JUDAS porque nos malharem. Tudo era inocência.ou quase tudo. Desconhecíamos o mundo real fora de casa ou seja o outro lado da vida. E depois que tivemos de viver o real nunca mais retornamos às origens, mas os ensinamentos permanecem até hoje. Recordar faz bem quando alegra o coração e faz a alma sorrir.
No pensador.ai desde