Frase de Rô Montano
“Jardins de Eternidade — Poemas que Semeiam a Alma” Que o nosso semear jamais seja mero gesto, mas um rito antigo — pulsação da terra em nossas mãos. Cada grão, um sopro de esperança silente; cada flor, um renascer entre corações humanos. Rejeito a pressa dos que colhem sem olhar, e o brilho ilusório das intenções vazias. Que o amor nos chegue como vinho envelhecido — maduro em desejo, profundo em suas vias. Que as boas intenções nos alcancem, como o mar à praia se oferece: com a paciência dos séculos e a brandura de um destino calmo. Que te toquem, que me toquem, como folhas que se curvam ao sol nascente. A grandeza do ser não está na superfície polida, mas no que vibra no íntimo — nos silêncios que ninguém pressente, nos amores que ninguém compreende, na alma que se despe sem buscar ser compreendida. Dispenso adornos, títulos, brilhos vãos. O que é verdadeiro nasce puro, sem disfarces, sem artifício — como o rio entre pedras, ou a luz que se insinua pelos galhos. Simplicidade é coragem. Verdade é chama que não se dobra à escuridão. Clareza é dom dos que se revelam inteiros, mesmo quando o mundo prefere a sombra da ilusão. Quem planta com o coração abriga mundos. Quem abriga com amor é jardim de eternidade. E quem ama sem medida, esse já colheu o que há de mais sagrado: a alma do outro, livre e entregue — em liberdade.
No pensador.ai desde