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Frase de Jerônimo Bento de Santana Neto

⁠Retratos da Pós-Modernidade Tempos líquidos, sorrisos pálidos, escondem vazios e segredos ambíguos. Desejos de ser celebridade, publicidade, intimidade e privacidade; sonhos revelados em feeds, reels e stories. Em cliques frenéticos, busca-se validação, vaidade e narcisismo em poses de perfeição. Entre filtros e edições, a aparência se idealiza, criando ilusões que a realidade suaviza, enquanto o fantasma da depressão não alivia. Postagens intermináveis desdobram-se em cenários, instantâneos de sonhos e desenganos, uma vida na tela sempre bela e singela. Conexões frágeis, conteúdos fugazes, relações superficiais, inveja e insatisfações, onde o vazio impera e o ser desespera-se. Identidades fragmentadas, a cada dia, uma nova faceta se revela, permanente e incompleta, repleta de incertezas. Pelo mercado, somos transformados, projetados para sermos notados, tornando-nos produtos prontos para ser comparados, comprados, usados, trocados e descartados... Alimenta-se a ilusão da completude da alma pelo consumo desenfreado com prazeres fugazes, que nunca satisfazem, apenas distraem, enquanto a incompletude jaz. Um novo mundo emerge, como self-service repleto de escolhas, consumidores padecem: antes, a falta gerava agruras; agora, o excesso traz amarguras. As autoridades, comedidas e mais preocupadas em agradar do que em ordenar, patinam sem direção em suas próprias mãos, perdidas e confusas. Pós-modernidade, vida em revoada, manada iludida na proximidade prometida. Sem cooperação, carente e desencontrada na virtualidade tão nutrida, sente-se deprimida. Névoa densa, sombria condição, uma nova ordem já não seduz, sem saber quem conduz, consome tudo o que produz e o futuro obscuro traduz angustiante desilusão. Privacidade retalhada, projetada na arena gigante, à espera de likes constantes. Confessionário público, onde a vida é obra de arte, num instante flagrante. Modernidade líquida, fluidez a governar, sem estruturas sólidas, a vida a se transformar. Relações e instituições, volatilidade a reinar, na sociedade contemporânea, um novo caminhar.

Jerônimo Bento de Santana Neto

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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