Frase de Paulo de Araujo Silva
Cordel minha terra. Eu sou filho do mato Da terra da cultura E quem não a entende Sem ter desenvoltura E fala do nordeste Nem sabe da fartura Lembra de pouca chuva Poeira, chão rachado, Mandacaru e palma (Coroa de frade) espinhado Caatinga, capoeira (Unha de gato) estirado Se chove o ano todo Estrada é agonia Buraco em buraco E todo carro chia Vamos falar do tempo Tudo logo esfria Mas assim é que é bom Neblina no distrito Nem dá pra ver escola Fica logo aflito As crianças na chuva De bota faz bonito Já vi frio de quatorze Sensação térmica 8 Tem quem acha, é quente Vigi, povo afoito Tem aquele que treme Só levanta no açoito. De touca na cabeça Cachecol no pescoço Doze meses tem o ano E vale o esforço Um quarto é de sol Chuva no resto moço Já consegue decifrar Com quê foi revelado Nada é melindroso Não está disfarçado Pra não ficar nervoso Já volto arretado.
No pensador.ai desde