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Outras frases de José Regi

No universo de um abraço é que dois corações se tocam.
Armistício Vestirei minha armadura Contra as guerras e procuras que minhas não são
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Armistício Vestirei minha armadura Contra as guerras e procuras que minhas não são Minha espada sempre singra O sagrado sangue da Aorta Meus ferimentos são meus E a mais ninguém importa Lamberei as feridas se necessário for Mas a flor do meu jardim Ninguém arrancará de mim Defenderei o direito de adorno E todo o entorno que me respeite Caso contrário serei eu a despeito De tudo em que acredito... O deleite A luta A lida A lira E quem se atira para dentro do meu cercado Correrá enorme risco De virar poema Poesia Ou outra infame heresia Porque minhas guerras são minhas E as terras de onde venho às flores cumprem Sua missão de encantar os olhos do jardineiro De janeiro a janeiro... E jardim não é lugar de soldados E nem guerreiros Deixa florescer os canteiros Criar abissal raiz Para que ninguém esqueça o cheiro O frescor e a matiz. José Regi

Águas de ontem Vasculhei nos acúmulos do baú, a procurar um poema belo No juntado de saudade nada encontrei senão lágrimas doidas
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Águas de ontem Vasculhei nos acúmulos do baú, a procurar um poema belo No juntado de saudade nada encontrei senão lágrimas doidas Segui remexendo, entre amores perdidos no tempo, dores Sabores ainda não degustados e muitos dilemas Havia ali, esquecidos, alguns sorrisos em preto e branco Alguns instantes eternizados na fotografia betumada Tantos entre tantos, encontros e partidas Abraços vivos ainda longe, muito longe da despedida O coração, navegante sereno, agitou as águas do mar Dos olhos de ver o ontem, choveu uma tarde inteira Fiquei absolto nas corredeiras que se formavam E o poema encontrei, náufrago e ilhado Estava ali um tesouro de valia duvidosa para alheios Um monte de coisas velhas, sobrepostas, incompletas Cadernos de rascunho de próprio punho Onde alguém assinava com alcunha de poeta Sobre o poema? O poema era tudo aquilo ali esquecido O poema era o tempo vencido Onde estarrecido agora chorava em silêncio O menino de ontem... Envelhecido. José Regi