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Frase de EdsonRicardoPaiva

O Sentido da Vida Certa vez, quando era criança Eu pisei na areia E ao perceber a marca dos meus pés Primeiramente pensei Que elas não estariam mais ali No dia seguinte Mas logo em seguida eu pensei Que antes que o dia terminasse Poderia ocorrer um desenlace qualquer E eu também não estar mais aqui Antes que sumissem As marcas dos meus pés Em pouco tempo Não restaria nada de mim E foi assim, desse jeito Que ao invés de sentir-me triste ou com medo Percebi o quanto era feliz Pois eu havia acabado de desvendar um segredo: Eu fazia parte de um todo Eu era um grão de areia deixando marcas da areia Fincando as estacas Que se tornariam os alicerces do meu próprio entendimento Pois, aquele momento Foi quando eu me senti Muito próximo Daquela Inteligência Que Exerce, por Excelência Todo o Poder de movimentar Este Universo Meus passos Eram iguais a todos os passos Se deixamos marcas ou não Essas, tem que estar no coração daqueles que vão estar aqui depois de nós Pois No dia em que partirmos Permaneceremos de alguma forma Na areia, que marca o tempo No vento que carrega a areia Na luz do Sol Que nos entrega a vida E a energia que alimenta esta Terra Pois a vida é uma bela história Que não faz nenhum sentido Quando nascemos É preciso que a gente Pise antes na areia Pra dar um sentido à vida Pois ela terá o sentido Que a gente der à ela Edson Ricardo Paiva

EdsonRicardoPaiva

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Outras frases de EdsonRicardoPaiva

"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível
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"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível Em partes iguais Ponto final Nada mais." Edson Ricardo Paiva.

⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora
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⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora Poesia infinita pra olhares falantes Olha o ar com olhar de ouvinte Um certo manto vem cobrir-me a alma O momento, o instante, o segundo seguinte Um mágico nascer de dia A magia sobrepõe-se à lógica Transcende ao frio caminhar das horas Põe as coisas onde estão Aquece o caminho Navega o mar sem pressa Atravessa bem devagarinho todo o ar que me permeia Se compõe, se sobrepõe, vagueia e aquece Nasce o dia como a prece que agradece a poesia primeira Tem que ver como é bonito Quando o espírito da gente Volta lá na primeira manhã Relembra o quente que era Cada sol que alvorecia e mostrava Toda gota brilhante Cada instante percorria a nova primavera Vivida ou vindoura Cada lágrima chorada Pois a vida é nada, se a gente não chora também Se são elas que douram as lembranças De todas as dores e alegrias Noites bem ou maldormidas Manhãs orvalhadas São as horas da vida e há de sempre faltar Vamos sempre carecer daquele mero instante Irmãos e irmãs, um olhar aos ponteiros Corre o tempo, passa tudo O nada, a saudade, a solidão, um sorriso e a gratidão Nasce o dia na janela, é preciso viver E se a vida é bela ainda Cada um de nós precisa ouvir A voz que tem o coração Só ela pode dizer. Edson Ricardo Paiva.

Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação
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Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação Ou a frase que porventura Lhe vier à cabeça Em mais uma oração Um ponteiro tardio Mostrando que a hora passou Um palco vazio A cortina, há muito fechada A roda gigante da vida girou Teus relógios brilhantes Mostram sempre as mesmas horas Mas os tempos são outros Este mundo está tão diferente Luzes apagadas Não há nada, não há mais ninguém Um dia o relógio desperta É momento de despedida Nesta vida Pra tudo existe a hora certa. Edson Ricardo Paiva

Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro
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Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro Aquele traço profundo Meus passos cada vez mais lentos Quatro ventos Quatro pontos Quatro estações Não sei em qual delas eu desço desde o começo eu desconfiava Que essa estrada Não leva a lugar nenhum Pressinto o quinto dos infernos Resumindo tudo isso Eu meço a distância e concluo a relevância do nada E é nisso Que tudo consiste Sigo mudo e cego Ouvidos ouvindo absurdos A cada dia mais corretos E cada vez menos lerdos Á minha esquerda Jaz a margarida Quase apagada Semi-desenhada na parede Milhões de Céus Bilhões de mundos Eu no chão É quando chego ao ponto Porém este de interrogação Edson Ricardo Paiva