Frase de Nando Áres
Soneto da Gratidão Cósmica Se ao alvorecer me rendo em reverência, O dia abre-se em véus de ardente brisa. No vasto etéreo, em mística cadência, O tempo canta em cor que se improvisa. Se à tarde, a vida em júbilo saúda, Os ventos bordam versos no horizonte. O instante flui, despido de amargura, E ecoa um cântico em secreto monte. Se à noite a gratidão me adormece, O céu se estende em sombras ondulantes. O medo jaz, disperso na quimera, E o firmamento, em tons ressoantes, Me sussurra um enigma que enaltece: Sou parte viva da órbita eterna.
No pensador.ai desde