Pular para o conteúdo

Frase de Bell Castro

Sobre Bell Sua graça é um tanto sutil Não é daquelas que se encontra Em qualquer loja de suvenil Aos olhos dos desavisados ela encanta Seria uma sereia ou ninfa do mar? Depende da face que irá encontrar No geral ela é tranquila Mas não provoque Não gosta de birras E se fala em política Ah! Ela tem sempre algo para criticar Sua voz é adorável A não ser que use o tom grave Só pra variar Seus jogos são um tanto cultos Há quem diz que sejam brutos Não sabe se apaixonar Gosta de simplicidade Mas é menina da cidade Nasceu para se arriscar Na fala um tanto precisa Usa termos desconhecidos Desenterrados dos livros que leu Sempre diz que há motivos Mesmo que não existam Sabe se defender Mas as vezes a máscara cai E ela não sabe o que faz Se perde de si mesma A verdade é meio amarga Uma vez foi magoada E não soube perdoar Seu eu é uma máscara E o que mascara Até ela já esqueceu

Bell Castro

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de Bell Castro

QUASE TANTO QUANTO EU Os dias passam e o mormaço do tempo ensolarado infiltra-se nas almas desacreditadas.
Continuar lendo

QUASE TANTO QUANTO EU Os dias passam e o mormaço do tempo ensolarado infiltra-se nas almas desacreditadas. Meus pulsos sedem a repulsa do tempo e a, antes tradicional, cabeça dura, mostra-se a cada dia mais firme, embora, ao mesmo tempo, frágil. E as almas acaloradas setem sede, vontade, preguiça, de ida e vinda, vinda e volta, volta e ida e assim vai. Vai e fica, fica e permanece a insistir em teclar o mesmo erro. A vida é firme, quase tanto quanto eu. Os dias passam e o tempo encurta as pernas, dobra-as e não sede. Deixa, as pessoas desesperadas a sua procura, por sua ajuda, por sua ida, que fica pendente, nas paredes corroídas por excesso de respiração e as pessoas desesperadas sentem sede, vontade, preguiça, de ida e vinda, vinda e volta, volta e ida e assim vai. Vai e fica, fica e permanece a insistir em teclar o mesmo erro. A vida é cabeça dura, quase tanto quanto eu. As noites se estendem, mas permanecem rápidas para abrigar os sonhos que o sol queima. “Soul”, raios soltos, os quais agrupados nos impedem de ver. A luz clara não ilumina os pensamentos confusos, só quando a luz se apaga voltamos a cair no maldito clichê, que sentem sede, vontade, preguiça, de ida e vinda, vinda e volta, volta e ida e assim vai. Vai e fica, fica e permanece a insistir em teclar o mesmo erro. A vida é previsível, quase tanto quanto eu. E que maldito, pobrezinho, dizem tão mal mas não bendizem, mesmo que peça bença aos seus padrinhos. Tão malditos, com juras de amor que não se realizaram e sonhos perdidos que voltam a estampar os jornais imaginários, que guardamos em gavetas mofadas, repletas das lembranças daqueles que sentem sede, vontade, preguiça, de ida e vinda, vinda e volta, volta e ida e assim vai. Vai e fica, fica e permanece a insistir em teclar o mesmo erro. A vida é imaginária, quase tanto quanto eu. Ensolaradas e sem óculos escuros. Impossível de enxergar, impossível de não se ver. Se move em um vai e vem descontrolado e descontrola-se batendo a cabeça no som do rock que toca em sua alma e não se perde, não se deixa ir, se faz voltar e fica e sente, sentem sede, vontade, preguiça, de ida e vinda, vinda e volta, volta e ida e assim vai. Vai e fica, fica e permanece a insistir em teclar o mesmo erro. A vida é descontrolada, quase tanto quanto eu. Tão serena, como se o próprio clássico aplaudisse em suaves estalos uma sinfonia grave e como eram. Seus problemas intermináveis, em viagens de barco não saiam de sua maré. Sentem sede, vontade, preguiça, de ida e vinda, vinda e volta, volta e ida e assim vai. Vai e fica, fica e permanece a insistir em teclar o mesmo erro. A vida é grave, quase tanto quanto eu. E eu sou grave como o surto ensurdecedor de uma arma com silenciador, a qual não deixa resíduos a não ser suas vitimais infiéis, morreram e levaram, levaram ao além, para o além, vão além do que a própria e mísera vida pode proporcionar e sentem, mais que alívio, mais que salvação, mais que perdição e arrependimento, sentem sede, vontade, preguiça, de ida e vinda, vinda e volta, volta e ida e assim vai. Vai e fica, fica e permanece a insistir em teclar o mesmo erro. A vida é infiel, quase tanto quanto eu. Como propina a almas desvalidas da própria crença pela vida, que insisti em se torturar e voltar, retornar sem deixar para trás o futuro que nunca chegara, a não ser pelas contradições que chegam e sentem sede, vontade, preguiça, de ida e vinda, vinda e volta, volta e ida e assim vai. Vai e fica, fica e permanece a insistir em teclar o mesmo erro. A vida é contraditória, quase tanto quanto eu. E crentes não acreditam que possa haver vida, naquilo que vivem e torcem, rezam, cantam e fazem ritos, sambas, bossa-nova e velha, apenas bossa sem idade ou sentimentos, sonhos ou razão só fazem e sentem que voltaram a mesma contradição, a mesma condição, ao mesmo sonho desvalido de qualquer crença reprimida e sentem sede, vontade, preguiça, de ida e vinda, vinda e volta, volta e ida e assim vai. Vai e fica, fica e permanece a insistir em teclar o mesmo erro. A vida é reprimida, quase tanto quanto eu.

Poetas bons são os infiéis, feitos de carne, osso e papel. Poetas da realidade, que não medem portas e não sonham em construir janelas. Poetas que não se prendem a assuntos vãos, não falam de amor ou sentimento. São reféns de suas ideologias e desejos.
Continuar lendo

Poetas bons são os infiéis, feitos de carne, osso e papel. Poetas da realidade, que não medem portas e não sonham em construir janelas. Poetas que não se prendem a assuntos vãos, não falam de amor ou sentimento. São reféns de suas ideologias e desejos. Poetas feitos de luxúria e sentimento, memórias recheadas de esquecimento e pessoas sem face. Poetas não se lembram de nomes e não se preocupam com palavras, com a ordem delas ou com suas incoerências. Poetas não se preocupam e não pensam, deixam fluir seu sentimento inerte. Poetas não existem, estão mortos, são pó. Apenas pó e cinzas, sem razão lógica ou sentimentos. Poetas são mistériosos, são mais que homens, são seres fantasiosos. Eu não sou poeta, penso, rezo, creio, amo, sofro, choro, me desprezo e sonho em te ter comigo. Sou homem, fiel, feito de carne, osso e véu. Véu que cobre todas as minhas construções, mesmo que não sejam nada além de papel. Poetas bons são os infiéis.