Frase de Larissa Bittencourt
De repente o casulo começa a ficar pequeno demais para a borboleta... ela precisa voar Por muito tempo, vagueio solitária por aí Muito eu caminhei E a luz que precisava encontrei E sem saber descobri que ela já estava em mim Era reflexo de tudo que por muito tempo desprezei Meus medos, meus sonhos, aspirações e dúvidas Tudo o que me mantida inerte e muitas vezes me prendia por meio de raízes Sem saber, descobri que o que me prendia delicadamente e me envolvia como em um casulo de uma borboleta, Era o que me preparava para agir Me amortecida de todas as quedas Lá tinha também todo o alimento que precisava E o que necessitava para me fortalecer, me desenvolver e, sobretudo, me curar Quase tudo o que eu precisava estava lá Eu disse: quase tudo Porque meu destino não era ali, eu não permaneceria ali para sempre Como todos sabem a vida é feita de ciclos Portanto, tudo aquilo era temporário O que me diziam, que tudo ia passar, era verdade Só que morava em mim um medo, um terrível medo O medo de saltar Relutantemente, hesitei Não queria sair dali Não queria perder todo o meu suposto conforto em prol de abraçar todos os sonhos que a vida tinha pra mim Percebi que demorei mais tempo do que deveria no meu berço primário de aprendizagem Não queria sair Não queria lutar Não estava pronta Tinha medo Mas, mal sabia o que havia a me esperar No entanto, chega uma hora que o casulo começa a ficar pequeno demais, apertado e limitado O casulo começa a ficar muito pequeno E, finalmente, ela descobre que precisa voar E, encontrar o seu próprio caminho E, voltar a sonhar Tudo o que ela pensava não ser capaz de viver Era só o que não cabia no seu universo de sonhos Era só o que ela não se sentia capaz de sonhar O medo aprisiona os nossos planos, mas só a liberdade te tira desse lugar Não é a coragem, Apenas a liberdade que te liberta desse aprisionamento e te permite acreditar Porque só uma mente livre torna, também, uma alma livre
No pensador.ai desde