Frase de Samuel Ranner
Num reino distante, bem lá no sertão, Viviam duas irmãs de grande ambição, A tal Demagogia, esperta e astuta, E a Burocracia, com sua face oculta. Viviam brigando, em pura vaidade, Pra ver quem enganava mais a comunidade. Uma com promessas, cheia de emoção, Outra com papéis e muita enrolação. A Demagogia se fez a primeira: "Eu sou a rainha da fala certeira! Prometo o futuro com brilho no olhar, Faço o povo sonhar, sem nem precisar dar. Minha arte é o verbo, que engana e embala, Conquisto corações com minha fala. Dou risada e abraço, me faço tão boa, Mas por trás dos panos, minha trama ressoa." A Burocracia não ficou calada: "Tu iludes o povo, mas eu tenho a estrada! Papéis, carimbos, e filas sem fim, Confundo as mentes e mantenho assim. Quem tenta comigo jamais vai vencer, Regras e normas pra tudo envolver. Meu poder é eterno, bem mais do que o teu, Pois quem cai nos meus laços nunca se perdeu!" O embate acirrado logo começou, E o pobre do povo no meio ficou. Demagogia vendia um mundo encantado, Enquanto a outra fazia o futuro atrasado. Uma dizia: "Eu prometo progresso!" Outra gritava: "Tudo é só processo!" O povo cansado, com tristeza no olhar, Perguntava quem poderia os salvar. E assim, as irmãs seguiram brigando, Cada qual ao seu modo, o povo enganando. Mas a lição que fica, no cordel contado, É que o valor do trabalho não está no falado. Cuidado com promessas ou com o excesso de normas, O que faz diferença são ações que transformam. Que o povo se una, buscando a verdade, Pra fugir dessas irmãs que só trazem maldade.
No pensador.ai desde