Pular para o conteúdo

Frase de Laerte Antônio

A Vida Inclui O Mestre Quem te fere e te sangra conhecia o lugar dessa tua ferida — por isso foi direto, direto ao que te dói. Sim, quem te fere sabe onde é tua fraqueza — o que te torna fraco... .......................................... Apenas cura, cura a tua ferida, e quando ele voltar, voltar a te tocar, verá que no lugar de uma pobre ferida agora há osso e nervos, há músculos bem fortes — daí que o seu tocar, o seu tocar — agora — são apenas afagos, são toques de carinho... ............................................ Perdoa então ao tal, perdoa ao tal e a ti — a ele por ser grosso, a ti por precisares da sua grosseria: a vida inclui o mestre. LA

Laerte Antônio

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de Laerte Antônio

Deixavas ( recordas? ) de jeito a janela... e, ao leito, atavas as cordas.
Continuar lendo

Deixavas ( recordas? ) de jeito a janela... e, ao leito, atavas as cordas. LA

SENSAÇÕES-VIAGENS Há sensações que são barcos enquanto velejamos
Continuar lendo

SENSAÇÕES-VIAGENS Há sensações que são barcos enquanto velejamos no oceano interior da vida. Há sentimentos que são portos num gosto adiado de chegar: um sabor de lonjuras, cristalizadas em azuis, lembrando o verde das vagas de um nômade fluir, distantes, azulizantes... Sensações barcos, sentimentos portos — enfunados de um vento azul, indo e vindo, daqui, dali, azul azul azul... Sinestesias de um viajar interno, vestido de amplidão e pensamento no vasto sabor anil e sal, entre o glauco arfar das ondas e vôos lonjuras de gaivotas...

Um Tilintar De Prata... Um tilintar de prata, um quê de rosa, aquela voz caía fundo em alma,
Continuar lendo

Um Tilintar De Prata... Um tilintar de prata, um quê de rosa, aquela voz caía fundo em alma, brisa morna através de fina palma, murmúrios a luzir poesia em prosa. Um tilintar claríssimo, uma glosa de fino repentista em tarde calma... o escorrer pelo rosto de uma lágrima, uma lembrança entre azul e rosa. Finos talheres que jamais usei, taças cantando um sonho cor de vinho, voz hialina dizendo o que não sei. A rosa, a prata, a voz: esse o caminho — lembrança sazonada de um outono caindo como folha ao abandono. LA