Frase de Islamara Costa
Felicidade Por Islamara Costa Antes de ontem foi o dia da felicidade. Enquanto ouvia a reportagem no rádio falando sobre uma pesquisa realizada no mundo, pra saber quais países as pessoas eram mais felizes, fiquei me perguntando se algo tão subjetivo quanto a felicidade, fosse realmente possível de ser mensurada em números. Afinal, quem não quer ser feliz? Mas ai fica a questão: o que seria a felicidade? O que precisamos para alcança-la? A felicidade está mais para o ter, o possuir, ou, ela está dentro de nós? Na verdade, parece que hoje, a felicidade virou uma obrigação e não um sonho almejado. É como se para sermos felizes, não devêssemos passar por lutas, dores, dificuldades. Eu tenho a obrigação de parecer feliz, na atual conjuntura, quando na verdade eu deveria ter o direito de ser feliz. Por que fazemos tanta questão de esconder a dor? Por que fingimos que não a sentimos? Por que a necessidade de sempre parecer bem aos outros? Por que damos tanto valor a aparência, ao que pensam de nós? Não coaduno com o fato de nos entregarmos a angústia (lutei, luto e sempre lutarei com o humor deprimido), não compactuo com a ideia de vivermos a murmurar (acho que temos que sorrir apesar de...), nem de se lamentar, mas o fato é que negar o que sentimos, não fará nenhum bem a nós mesmos. Fingir que determinado sentimento não existe, não é melhor forma de lidar com ele. Vivemos numa época de uma falsa felicidade, onde as pessoas se satisfazem pelo consumo, pelos lugares onde andam, pela marca que vestem. A felicidade parece que consiste em TER, quando na verdade isso não passa de uma fuga da realidade. Onde anda o valor do ser? Onde se anda o valor de se estar com amigos, familiares, com pessoas que amamos? Não importa o lugar e nem a atividade que você possa no momento realizar. Um bom café com bolacha, ao lado de uma pessoa querida e um bom papo, traz felicidade a qualquer alma. Agora se estamos dando mais lugar a outras necessidades do que a da nossa alma e essência, ai é outros quinhentos. Mas eu continuo me interrogando: qual o verdadeiro sentido de vivermos para mostrar que ESTAMOS BEM, quando na realidade estamos sendo corroídos pela dor, pela angústia, pela insatisfação, enquanto tentamos mostrar justamente o contrário. E quando questiono tudo isso, faço-o com conhecimento de causa. Já vivi essa necessidade de demonstrar um bem estar, que na verdade eu não sentia e acreditem, não há coisa mais cruel nessa vida, do que você fingir, querer transparecer uma situação que não é real. Seu olhar denuncia, suas palavras revelam nas entrelinhas, suas atitudes demonstram. Não há como escapar do que é real, do que é concreto. A receita é antes de qualquer coisa aceitar a situação existente e ter atitude diante da mesma. Não há um rol taxativo no qual lhe direcione para a solução das adversidades da vida, mas certamente fingir não sentir a dor, é sem sombra de dúvida, a pior das opções da vida. Chorar certamente não vai resolver sua dor, mas quando você resolve aceitá-la, senti-la; quando você resolve não mais se envergonhar dela, com certeza vais encontrar um meio de aliviá-la também. Pense nisso.... não existe perfeição nem em nós e nem na vida, pra que fingir essa existência, então?. Aceite seus fracassos, seus erros, suas desgraças, como uma forma de aprendizagem para ti e para teu próximo. Seja você, seja autêntico, isso provoca um bem indescritível. Quando você deixar sua essência falar, vais ver que muita coisa dentro de você vai mudar. Carpie diem
No pensador.ai desde