Frase de José Mauro Roberto Moreira.
O Moinho e a Espera .(Vc demorou muito para decidir) Metade da vida em silêncio ardente, Um amor guardado, chama persistente. Olhos que buscam um rosto na multidão, Coragem à espera de uma permissão. O coração na mão, à beira do altar, Mas o medo tecia o seu demorar. A circunstância, vento que não se mede, Rasgou o tecido da frágil rede. O mundo girou em cores incertas, E portas antigas, tornaram-se abertas Para novos caminhos, novos horizontes, Onde a água da vida corre em outras fontes. E tu, coração lento, enfim, decidiste, Quando o campo da espera já não existe. Chegaste à ribeira, com a voz embargada, A oferecer a flor que já não é amada. Trazias a chave, mas a porta fechou, Pois o rifa do moinho virou. O moinho girou, e o grão foi moído, O tempo da espera já tinha findado. A roda da sorte, com força e com arte, Desenhou destinos, afastando-se a parte. O "era uma vez" agora é um "foi assim", Onde o teu "agora" é o meu "chegou ao fim". É a vida! E seu curso incontrolável, Um rio que segue, sempre mutável. Deixa a saudade ser brisa suave, Onde o amor que foi, se torna em chave Para entender que o tempo é um dom fugaz, E o que se perde, jamais volta atrás. Gostaria de ler outro poema com um tema diferente, ou que eu crie uma história curta baseada em alguma das emoções deste poema, como a saudade ou a mudança? Paz e amor!!! Autor desconhecido
No pensador.ai desde