Frase de Carlos de Castro
ÉS TU A pomba. Da paz Que não existe, A não ser no dicionário Antigo, a cair de podre, Bafiento e de bichos Repelentes, Só lidos por cabrestões De pitos de funil. Escusas tu, Minha pomba Falsa, De cor branca, Comida pelos aventesmas De mil palavras De enganar, Sim, tu: Escusas de dar voltas Nos ares a dizer Que inventaste a paz, Que ela, a paz, está feita Em solfejos de mortes Anunciadas. E, cuidado, És sempre tu a primeira A abater, Depois de mim, Claro: Eu, o agitador, Conciliador. (Carlos De Castro, " in Portugal Sem Censura, Brasil, Sim", Em 06-09-2022)
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