Frase de Felipe Rojas
Errar é humano. Mas errar sem concluir o ato… tem perdão? Hoje sou responsável pela angústia que carrego no peito. É uma dor que nasce da culpa — culpa de um erro cometido no impulso, capaz de colocar tudo a perder. Deus não tem nada a ver com isso. O erro foi único e exclusivamente meu. Tento, às vezes, criar desculpas para um erro idiota que cometi. Digo a mim mesmo que não cheguei a concluir, que fui vigiado, que nada aconteceu de fato. Mas e daí? Nada disso diminui a minha culpa, nem alivia a minha dor. Hoje vivo no calabouço que eu mesmo construí. Uma prisão feita de culpa, aperto no peito e solidão. Carrego o medo do amanhã, o medo da espera, o medo do silêncio. Já pedi perdão. Já me desculpei. Já prometi que não voltaria a errar. Nada adiantou. Chega um momento em que insistir deixa de ser amor e passa a ser negação. E eu entendo: há coisas que não têm mais volta. Sinto-me prisioneiro do que fiz. Talvez, se o fim tivesse vindo apenas pelas incompatibilidades — pela parte financeira, pelo passado, pela idade, pela negativa de filhos — a superação fosse mais fácil. Mas não foi assim. O que me resta agora é seguir a vida. Mudar os hábitos que me levaram a esse erro. Aprender com a dor. Assumir o que fiz sem me definir por isso. E, com humildade, esperar que o futuro me encontre melhor do que fui.
No pensador.ai desde