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Frase de Gabriel Amorim

Desistir para Recomeçar ⁠Desistir de amar. Um ato que ecoa uma decisão solene, mas tão pesarosa quanto libertadora. Sim, é um caminho que trilho agora, pois já não vislumbro em meu horizonte a presença de alguém que me acolha verdadeiramente, que me ame com a plenitude que almejo. As cicatrizes de tantas desilusões, os ecos das trocas tão abruptas, como se minha essência fosse mero artigo descartável, ainda ressoam em meu ser. Foram várias as vezes em que me vi abandonado à própria sorte, como se minha entrega, minha devoção, fossem apenas efêmeras peças em um jogo de sentimentos voláteis. É certo que posso ter cometido equívocos, talvez tenha falhado em perceber nuances sutis, em atender expectativas que desconhecia. Mas em nenhum momento, em nenhuma circunstância, cogitei desfazer-me do próximo como já fizeram comigo, como ainda fazem. Assim, tomei a decisão de trilhar este caminho sozinho, sem almejar as efêmeras promessas dos contos de fada, sem desejar um romance que se desvaneça com a menor brisa de descontentamento. Optei por voltar meu olhar para o mais íntimo de mim mesmo, para os recantos onde repousam minhas verdades mais profundas. Talvez, em meio a essa jornada solitária, a vida perceba que mereço algo à altura de meus sonhos, algo que vá além das expectativas mundanas, algo que me eleve e me complete verdadeiramente. Pois, no fim das contas, é na solidão que encontramos a mais pura essência de nossa alma, é na ausência de outros que aprendemos a nos bastar, a nos amar em toda a nossa plenitude. Desistir de amar não é um ato de fraqueza, mas sim de coragem. É reconhecer nossos limites, nossas dores, e escolher o caminho da autodescoberta, da autoaceitação. É saber que, mesmo sozinho, ainda somos inteiros, ainda somos dignos de todo o amor que o universo tem a oferecer. E quem sabe, um dia, quando menos esperarmos, o amor nos encontre novamente, desta vez em sua forma mais pura e verdadeira.

Gabriel Amorim

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Pensador.com

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Escorpião Escorpião, fure meus globos Inchaço Globo vermelho Sangra. Vaza. Fecha. Morro. Sangra. Vaza. Fecha. Respiro. Meu corpo se revolta Estou pingando Faça isso parar! Minha glândula salivar Que rebelde, maldita Pare Te imploro Acabe logo com isso …’’.’.’.’.’.’......’.’.’’............... .”....”.’.”.””.”.”..’.’.’.’. Não posso enxergar Anoitece ao meio do dia Acaba-se tudo as quinze horas ………….,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,, Canso e caio No poço, no fundo Manso morro De roupa, imundo

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⁠Num abismo sombrio de desespero, O transtorno de Borderline se abriga, Um mar de melancolia, vazio e austero, O amor e a intensidade numa dança intriga. Na alma, um vendaval de emoções devastadoras, Amor intenso, mas fugaz como a madrugada, A valorização se esvai como sombras fugidias, Enquanto a desvalorização inflama a ferida. A autoestima se esvai em fragmentos dispersos, Como um espelho partido, cacos em agonia, A busca incessante por uma identidade. Mas na melancolia, há um chamado de esperança, Na aceitação e compreensão do sofrimento, A luz tênue brilha na busca da bonança.