Frase de Raimundo Santana
A verdade é como uma lâmina: corta, expõe, incomoda. Ela não se curva diante da conveniência, não se veste de máscaras para agradar. Mas, paradoxalmente, aquilo que deveria libertar é muitas vezes tratado como vergonha. A multidão prefere o conforto da ilusão. Abraça a enganação como quem abraça um cobertor quente em noite fria. A mentira embala, acalma, anestesia. A verdade, ao contrário, exige coragem, exige postura, exige que se olhe no espelho sem filtros. E então surge a pergunta: De que vale a verdade, se tantos se ajoelham diante da mentira? Vale tudo. Porque a verdade não precisa de aplausos, não depende da aceitação da massa. Ela é soberana, mesmo quando rejeitada. Ela é luz, mesmo quando todos escolhem caminhar na escuridão. A multidão pode rir, pode zombar, pode tentar sufocar. Mas a verdade permanece. E quem a sustenta, mesmo sozinho, carrega um poder que nenhum engano pode destruir.
No pensador.ai desde