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Frase de Alice_Souza

Ensaio Quantos naufrágios há de esconder este teu olhar oceânico? Quantos corações terá tragado para teu íntimo profundo? Quantos mistérios hão de repousar na calmaria de tuas águas? E quanto sofrimento desaguou o teu peito por este mundo? Ah, Poeta! O que será de mim, consumida por este mar, n'uma ressaca tremenda de Amor, que inconscientemente tragou para dentro de si meu Coração, e o arrebatou contra as rochas da Vida? O que será de meus restos naufragados? O que há de voltar p'ra mim - além da Solidão? E o que há levar para si - além de meu Amor quebrado? Diga-me, Poeta! - O que há de tão profundo e devastador em teu olhar?

Alice_Souza

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Pensador.com

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"Seu Olhar Me incomoda" Seu olhar me incomoda... não pelo peso, nem pela dureza,
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"Seu Olhar Me incomoda" Seu olhar me incomoda... não pelo peso, nem pela dureza, mas porque ele permanece mesmo quando você não está. Seu olhar me incomoda... como uma música que não se cala, fica girando na memória sem pedir licença para ficar. Seu olhar me incomoda... porque tem um brilho raro, daqueles que não se aprende, daqueles que simplesmente acontecem. Não é luz de vitrine, nem reflexo de ocasião, é brilho de coisa viva, de quem sente o mundo no coração. Seu olhar me incomoda... porque hipnotiza sem esforço, como maré que puxa devagar quem pensava estar seguro na areia. E eu fico lembrando da forma como ele repousa nas coisas, como observa o mundo como se cada detalhe fosse importante. Seu olhar me incomoda... porque mesmo quando tento esquecê-lo ele reaparece quieto no fundo dos meus pensamentos. Talvez seja isso: há olhos que apenas veem, mas os teus… os teus parecem iluminar o lugar onde pousam. E esse brilho raro, esse pequeno milagre que mora nos teus olhos, é justamente o que me impede de parar de lembrar de você.

Calabouço Pouco importa o esforço Se de todas as formas
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Calabouço Pouco importa o esforço Se de todas as formas Sou engolido Martigado por meus medos... Se tudo que fito São miragens De conflitos, Das minhas indagações. E quantas vezes morro Renasço, Me perco Nos mesmos embaraços, Os becos escuros Deste coração? E quantas vezes fugi Numa loucura infame, De achar Que não seria alcançado, E que em meu peito Não seria infligida Tão momentânea segurança? Sou forçado a me levantar, Suportar o peso da culpa, Os fardos da derrota, Forçado a alimentar minhas dúvidas, Duvidar das respostas, Viver minhas inquietações...