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Frase de Nemilson Vieira de Morais

CLAMOR DAS ÁGUAS III 01 - No início do mundo, o Divino movia-se sobre minha face. Sou obra prima, presente do Criador ao homem. 02 - Combustível mais precioso da vida; em condições normais, em meu ciclo natural, mantenho harmonia e bem estar sem igual, entre aqueles que respiram e transpiram. 03 - Vivo no campo e na cidade. Sou rios, lagos, mares. Estou nas pessoas... 04 - Acondicionam-me em: reservatórios, picinas,tanques, torneiras,filtros,potes,... Mas, contorno obstáculos. 05 - Todos já me viram em algum momento. Sou tão grande, que sou vista do espaço e tão pequena, que me vejo numa molécula. 06 - Na Terra, sou infinitamente mais importante do que a prata,o ouro,o diamante, as pedras preciosas,as riquezas das nações... 07 - Em meu ciclo constante, caio do céu para vós. Broto da terra, em fontes termais, ou não; dos olhos em forma de lágrimas: alegres ou sentidas. 08 - Me ponho a correr por todos os lugares como deve ser a justiça dos homens. 09 - O Pai Criador outorgou-me a sublime missão de servir. Assessoro a Obra da Criação em suas mais variadas atividades; à vida inteira. 10 - Ocasiões mais marcantes... As duas ocasiões mais marcantes em meu percurso existencial, foi quando me dividi em duas partes para dar passagem ao povo de Deus, que vivia escravizado por Faraó, no Egito. E, por ocasião em que o maior Profeta: João Batista, lançou mão do meu potencial para batizar o Homem mais importante: Jesus de Nazaré, o Salvador da humanidade. 11 - Nunca me neguei ao serviço de limpeza da vossa casa, do vosso carro e do vosso corpo. Sempre disponível, dou refrigério a quem me deseja,me procura e me acha; do micro ao macro organismo. Jamais os deixei de servi-los. Higienizo o mundo, e ponho o alimento na mesa de cada um de vós. Quando precipito sobre os bons e os maus. Tenho algo de meu Feitor: não faço acepção. 12 - Não haverás indústrias,trabalhos, trabalhadores,bens de cosumo,progresso... 13 - Quem mais me consome é a agricultura. Seus gestores,usam e abusam da minha boa vontade: quando adicionam veneno ao meu corpo,ao plantio e aos consumidores. Sou eu que dou a vida no tempo certo.Sem a minha presença, ainda que nasçam... a soja inferruja,o arroz torce a palha, o milho não dá espigas... nada cresce. O homem,aborrecido,com fome... morre em suas intrigas; não havendo fartura de pão. 14 - Como promotora da vida, uma vez contaminada, morro e torno-me veneno letal... 15 - Há muito, apresento sinais doentios; estou perdendo lentamente as forças, a saúde, a vida. – Há necroses em muitas partes do meu corpo; mundo afora. 16 - Morro a cada instante, um pouco, e a minha situação só piora a cada dia. – Falta-me o tão necessário oxigênio, que vocês usam para respirar e viver. 17 - No Tietê, “São Paulo”, já me consideram como uma das mais sujas do planeta. 18 - Caso ainda haja humanidade... Peço socorro!, com urgência. Para quê, minha morte generalizada e anunciada, não aconteça. Meu estado de saúde é bastante crítico! 19 - Temo não sair com vida da situação que me encontro para contar a história. Dependo de vocês agora... Não quero morrer e levá-los comigo. Não seria interessante isso. Para ninguém. 20 - Peço em troca de tudo de bom que fiz e ainda faço a todos vós – cabeças pensantes –, é o “RESPEITO”. 21 - Há por toda parte, um clamor por JUSTIÇA, ao meu respeito; vindo das pessoas de bem... Mas pouco se faz. 22 - Ainda preciso dar assistência a um contingente enorme de outros seres viventes que ainda virão ao mundo. - A vida precisa continuar para outras gerações também: de homens e de bichos. 23 - Pela minha posição na hierarquia dos elementos da natureza, eu precisaria ser mais amada, reverenciada,defendida... 24 - Falta reflexões contínuas quanto a qualidade do nosso relacionamento. Perdemos a harmonia. 25 - Será que estou pedindo demais?querendo um tratamento mais digno, justo, humano? 26 - Lembrem-se da “lei da semeadura e da colheita”! não se lamentem, se algo der errado, por não observarem esse princípio. 27 - Vejam quantas agressões tem sofrido meus corpos d’água; bacias hidrográficas: nascentes, afluentes... Rios principais... Mares. 28 - Somente o homem maltrata-me, assim. Vós “cospem no prato que comem”. – Ao me poluírem... 29 - Sou mais 'eu' do que vocês, em vossas composições corpóreas. – Em mais de setenta por cento. Estou nos vasos,artérias e capilares; compondo e conduzindo o oxigênio e outras substâncias, para a nutrição das células. 30 - Até na medicação me faço presente... Quando doentes, na vida adulta ou bebês, eu estava e estou, no medicamento farmacológico. No chazinho. 31 - Nunca vos neguei um gole de mim, quando sedentos; nem o pescado para o pirão de cada dia, indo ao rio lançarem vossas redes e anzóis... 32 - Lembram-se da “multiplicação dos pães, por Cristo”? Pois bem,... O complemento do milagre eram peixinhos, que cuidei com muito amor, para aquele momento especial. 33 - Devido as suas atitudes irresponsáveis, recebo uma carga diária de poluentes in natura – todos os dias; das mais variadas origens. 34 - Muitos não mais me contemplam, banham-se ou pescam. Onde sou CARTÃO POSTAL, há placas às minhas margens... com os dizeres: “É proibido pescar. Peixes impróprios para o consumo.” 35 - Sou mais bonita em fotos. Quem se aproxima de mim sentirá um odor horrível!... 36 - Multiplicaram-se desordenadamente, como areias do mar e agora me a tem como culpada de seus problemas; principalmente em períodos em que caio do céu sem dó: e acontece enchentes, desmoronamentos, perdas, mortes... 37 - Aí me maldizem e recorrem a São Pedro – para dar um jeito nas situações calamitosas que surgem nessas épocas do ano – pedindo a ele qur feche as torneiras. 38 - Nas cidades grandes, ando como “Rios Invisíveis” em várias partes. Gestores sem noção do que fazem... Em vez de me restaurarem, canalizam-me; e jogam os problemas para os moradores das jusantes. 39 - Destroem as matas ciliares, junto do meu leito, e minha clara visão do mundo exterior se esvaem. Os cílios são a proteção de meus olhos. 40 - Fui isolada dos elementos da natureza: como à luz, o ar, o solo... nestas canalizações. 41 - Não posso mais respirar, nem me infiltrar no solo, para recargar os aqüíferos subterrâneos. 42 - Veículos vivem sobre minha cabeça, em avenidas barulhentas. Não levo mais o lazer a população, não mato a cede dos animais; por causa da pouca saúde. 43 - Lamentável situação... Não dou mais alegria aos meninos em longos banhos nos poções, ou em piscinas naturais. Porque não fizeram nenhum sacrifício para me salvar. 44 - Tenho saudade do tempo: que eu não tinha cor, odor, paladar; para agradar a todos os gostos. Agradava a “gregos e troianos”. Hoje, o mau cheiro que exala do meu corpo não agrado a ninguém. 45 - Estou locomovendo-me com certa dificuldade, nos espaços rurais e urbanos, devido ao assoreamento... mas não deixo de seguir para o mar. É meu destino. 46 - Sem poder fazer muito agrado aos banhistas locais,turistas, que antes me apreciavam e não alavanco a economia das cidades e dos países, como devia. 47 - Será que meu maior pecado foi mesmo, o de viver a vida inteira fazendo o bem?! Será?!...

Nemilson Vieira de Morais

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Nemilson Vieira de Morais

⁠As palavras adequadas às vezes dar trabalho encontrar; talvez nesses instantes, atendam os demais pensadores.
PERDAS E GANHOS REFLEXÃO A cada momento perdemos alguma coisa; e ganhamos outras. É a lei natural da compensação; que nos acompanha. Até não termos mais, nada para ganhar, ou perder.
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PERDAS E GANHOS REFLEXÃO A cada momento perdemos alguma coisa; e ganhamos outras. É a lei natural da compensação; que nos acompanha. Até não termos mais, nada para ganhar, ou perder. Em muitos casos não sabemos nem o ‘quê’, perdemos ou ganhamos; muito menos quantificar o valor real (ais) de tal (ais) perda (as) ou ganho (os). Às vezes, nem é bom saber. Nem sempre uma coisa compensa a outra; e continuamos a andar, achando ter lucros ou perdas naquilo que veio a nós ou, se foi de nós. Enganados ou não, alegres ou aborrecidos, a caminhada tem que seguir. Há casos, que um ganho, compensa uma perda; e uma perda é melhor do que certos ganhos. Em algum momento, iremos perder algo precioso para nós, em partes apenas; e a gente vai dizer: “Do saco, salvei o cordão”; em outros instantes, perderemos por completo o que não achávamos justo perdermos... E dizemos: “Mais têm Deus para nos dar, do que o Diabo para levar.” Quando a situação econômica de uma pessoa não é boa, tudo faz falta para ela. Ainda mais se viver na rabeira da carência. As perdas precisam ser trabalhadas; principalmente as maiores, pois elas mechem com os nossos sentimentos; com as nossas estruturas emocionais. Já fragilizadas pelas nossas necessidades básicas... Mas nada que não possa ser superado; com um pouco de boa vontade, fé e crença. "É necessário perder para depois ganhar". E o ganho depois da perda é a água que amolece a dureza de um coração ressentido. Um ganho não quer dizer que seja necessariamente material: pode ser um diálogo, o bom senso, um abraço, um aperto de mão, um sorriso sincero... Uma compreensão. Outrora, perdemos e ganhamos sem merecimento; achando ruim ou bom, era assim que havia de ser. Quando a inveja aflora achamos que somente nós merecemos ganhar. E ficamos aborrecidos com o nosso irmão ou até com Deus. O bom é suar ou pagar o preço para conseguirmos nossos bens materiais e outros bens. Nem sempre o proprietário de um bem pagou um justo preço por ele; pois, a fraude tornou-se o caminho mais curto rumo à vantagem e a posse. Para muitos de nós, nem sempre esse perde e ganha, que as circunstâncias oferecem-nos, há perfeito equilíbrio entre vantagens e desvantagens. Essa disparidade tem uma razão de ser, que desconhecemos. Até que nos tornarmos mais humanos em nossas maneiras de pensar e agir. Sendo mais solidários ao próximo, e a nós mesmos, na nossa missão de perder e ganhar. (26.03.18)

MANIA DE ESCREVER... PENSAMENTO Quem dera lá na frente, valer a pena meu querer!... Fora bem lá atrás, que no riscado da pena, construí, em minha escrita, meus dizeres de aprendiz.
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MANIA DE ESCREVER... PENSAMENTO Quem dera lá na frente, valer a pena meu querer!... Fora bem lá atrás, que no riscado da pena, construí, em minha escrita, meus dizeres de aprendiz. Contei minhas histórias, expus dilemas,... Em rabiscos de poemas, revelei meus sentimentos, emoções e pensamentos... Em algumas reflexões que postei,até magoei,sem ser esta a intenção. Não passaram de meras sugestões. Sem pretensão de me levarem a sério. Provavelmente aborreci alguém, em palavras ou ideia... Isso pelo fato de vivermos em continentes separados. Alunos em escolas de contextos socioculturais antagônicos, adversos. Mas esta adversidade não deve nos separar. E sim, nos unir mais ainda. Em torno de nossas demandas, comuns e essenciais à vida. Como a harmonia, a paz,a tolerância,os sonhos... a alegria do estar juntos. Em exposições, necessárias ou não, revelei sem reservas, minhas fragilidades; mas não pude expressar o que não senti. Só sei dizer, que fiz o que pude, consciente do meu papel de servir; no pouco que até hoje escrevi. Seguirei crendo, que poderei melhorar, se cultivar a coerência, a harmonia, e a mania de escrever. (17.03.18)