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Frase de Mateus Guilherme

De quando em quando somos vela, Flor. Cera envolvente, barbante envolto; abraçados, nos fazendo em um. Dois, talvez, mas sempre como um só a queimar. Não. És vela, tu, no fato, acendendo-me, em cadeia, os tremeliques apaixonados. Iluminando o meu obsoleto ao qual a entrega se fez à escuridão. Negrume azedo, do coração, insistente em se perfazer; e refazer; fazer… Viu, és vela! Não! Sou vela, na verdade; ainda por cima. Adjudicado ao que tanto renego, romantismo futrica atual: desgastando-me, derretendo-me nas palavras de uma metáfora barata para a Flor. Preso, represo, me prendo; me incinero de, sobretudo, babas a ti, feito doce, lambidas sempre. Remonto-me; remontas-te a mim, depois de derretidos. Somos vela, então; Flor, de quando em quando, somos vela…

Mateus Guilherme

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Pensador.com

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“Olhe, Senhor, se fiquei penumbra, e como fiquei. Finalmente amanheceu em mim, a mim, agora! Assustei-me, confesso, com o irromper, fascinado com a luz que planava feito nova. Mas a destruição da penumbra é tão boa, afinal. Pego-me sorrindo aos cantos alheios, quando os cantos al…
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“Olhe, Senhor, se fiquei penumbra, e como fiquei. Finalmente amanheceu em mim, a mim, agora! Assustei-me, confesso, com o irromper, fascinado com a luz que planava feito nova. Mas a destruição da penumbra é tão boa, afinal. Pego-me sorrindo aos cantos alheios, quando os cantos alheios vêm de dentro de mim. E às vezes não sinto mais que o meu braço toca-me num abraçar: já me veda uma nova textura, uma que por tempos permaneceu dormida, dormindo. A escuridão adormece os amores, afinal, Senhor. Mas o Sol veio, sim Senhor; e não que a Lua tenha partido, mas, agora, ela permanece na distância tão severa, tão severa quanto a que havia o Sol ficado de mim.”

Se tivesse mar, diria ter ouvido o barulho das ondas; do tipo que remexe, embrulha de emoção; abana, sacode. Se tivesse chuva, diria ter sentido respingos gélidos, feito sacudidelas pela minha face; ter acordado às brutas de um sonho matinal fora da manhã! E não há nada melhor do…
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Se tivesse mar, diria ter ouvido o barulho das ondas; do tipo que remexe, embrulha de emoção; abana, sacode. Se tivesse chuva, diria ter sentido respingos gélidos, feito sacudidelas pela minha face; ter acordado às brutas de um sonho matinal fora da manhã! E não há nada melhor do que viver a realidade! Se tivesse sabor, diria ter sentido o paladar requintado da vida; e, de tão dopante, eu haveria de vicejar! Mas lhe falta mar, acabou-se a chuva… Não há mais sabor… Acabou-se o amor.