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Frase de Allaska

Às vezes me olho no espelho e não vejo um rosto, vejo o peso dos erros que coleciono. Sou lâmina que corta a própria pele, sou o tropeço que eu mesmo preparo. Prometo silêncio, entrego ruído, juro mudança, repito os vícios. Me mastigo por dentro, digerindo culpas que eu mesmo servi. Não é o mundo que me decepciona, sou eu, o inimigo íntimo, que insiste em puxar meu pé quando tento subir. Mas ainda respiro… mesmo coberto de falhas, mesmo sujo das atitudes que odeio. E no fundo dessa cicatriz aberta, talvez exista uma fresta, uma chance de aprender a não me trair de novo.

Allaska

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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meu próprio sabor é sobre meu e meus, de seio pessoal, de carne! póem na carneação — eu sou mordida viva! vi ela beijando um velho. me fez Vomitar, vomitei em silêncio. entendi, meu amor não é pra vagabundas. me observei demais, me rasguei demais, talvez. eu me sirvo. me provo. sou amargo. sou só meu!

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hoje me apaixonei por alguém que vi uma única vez. claro, não era amor, era só aquele desejo sujo que te acerta no meio do peito como um tiro que nem sangra. ela tinha o rosto coberto de tatuagens, olhos fundos de quem briga com o travesseiro todas as noites e sempre perde. fumava cigarro como quem queria morrer Afogada em cada trago. dava pra ver no rosto: álcool misturado com Remédio sem receita, provavelmente um corpo cansado de lutar contra a própria cabeça. mas linda, meu deus, como ela era linda. com aquela beleza profana, deturpada, quase um quadro renascentista pichado no muro de um bairro fodido. a mente dela— um campo de guerra. o corpo— um templo em ruínas. e mesmo assim, me deu um tesão tão maldito, tão absurdo, que meu coração quis bater palmas com as próprias veias. é disso que eu gosto. da beleza visceral! da verdade estampada na cara. da destruição com batom borrado e cheiro de cigarro barato. e ela nem sabe que virou poema.