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Frase de Vilmar Becker

Um dia, a algum tempo atrás, eu tinha uma visão de amizade que ia ao limite do ter e do poder, do quanto eu podia dar e o quanto eu poderia esperar, porém mesmo não tendo tudo que gostaria de ter, nunca deixei um amigo na mão, como uma obrigação interior, nunca me senti bem ao ver um amigo estendendo a mão pedindo ajuda e mesmo na impotência do não poder sempre preferi estender as mãos o tanto que pude, nunca por obrigação, ou porque não queria ouvir mazelas a meu respeito, pois palavras nunca fizeram meu caráter, sou homem o suficiente para assumir minhas responsabilidades, e se errei com um amigo sempre preferi assumir os erros e deixar para que ele decida entre partir ou me dar mais uma chance, aprendi que um amigo nem sempre é um pai, uma mãe ou um irmão, que não é secreto, mas é preciso descobrir, procurar onde ele se deixa encontrar, aprendi nessa vida de vários tombos e desilusões que as vezes um amigo nem sempre é aquele que está junto o tempo todo, mas pode ser também, dependendo das circunstâncias, que um título é um título, e nada vai mudar se eu não decidir ser diferente, que quando alguém disser que pela idade ninguém muda, então posso ir contra essa tese de normais, pois estou ficando velho e mudando a cada instante talvez por isso seja considerado louco pelos que não querem entender, a mudança vem do esforço interno de um ser em movimento, que sabe seu lugar no mundo, e não acha que o mundo gira em torno de si, quem sabe nossos amigos mais leais são os nossos amigos secretos de cada dia, aqueles que nos encontram na rua e nos cumprimentam, aqueles que nos ajudam sem nunca sequer ter nos conhecido, aqueles que sorriem pra gente sem nunca ter nos visto antes, aqueles que dizem para nós que não irão nos abandonar e no limite da sua espontaneidade choram junto conosco, pois reconhecem o peso de uma lágrima, quem será que nunca teve um amigo secreto assim?, Quem sabe estamos tão atordoados com nossa guerra interior, tentando suportar a própria imagem destorcida no espelho, pensando onde encontrar esse amigo, eu posso dizer com toda franqueza de uma vida em busca do meu amigo secreto, encontrei-o na minha pior situação, na pobreza do meu eu encontrei-me e percebi que posso ser ainda melhor se for meu amigo antes de ser amigo, que as coisas começam a clarear mesmo quando tudo o que eu pensava ser real, só era real para os outros, que a minha realidade eu carrego dentro de mim, e ninguém pode tirar de mim, a não ser que eu seja fraco o suficiente para aceitar dos outros o que eu não quero pra mim, hoje sei o que quero, e se eu mudar, será para o meu bem, não para o gosto de quem quiser.

Vilmar Becker

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Devo enfrentar a vida, com a certeza de que posso assimilar a dor e transformá-la em algo mais... Eu não posso fazer que não doa, mas posso transformar essa dor em amor... Amor ao que era, amor ao que julgava ser, amor ao legado que se deixa... e no fim, tanta dor acaba sendo tan…
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Devo enfrentar a vida, com a certeza de que posso assimilar a dor e transformá-la em algo mais... Eu não posso fazer que não doa, mas posso transformar essa dor em amor... Amor ao que era, amor ao que julgava ser, amor ao legado que se deixa... e no fim, tanta dor acaba sendo tanto amor... quase tanto amor, como o que nunca recebi...

Hoje não tenho medo da solidão, pois me acostumei com ela. Eu diria mesmo que me apeguei a ela. Na companhia da solidão posso ser eu sem nenhuma restrição, posso chorar, escrever e cantar. Ela me ensinou que não preciso de muitos para ser feliz, me ensinou que não preciso esperar…
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Hoje não tenho medo da solidão, pois me acostumei com ela. Eu diria mesmo que me apeguei a ela. Na companhia da solidão posso ser eu sem nenhuma restrição, posso chorar, escrever e cantar. Ela me ensinou que não preciso de muitos para ser feliz, me ensinou que não preciso esperar a minha outra metade pois já estou completo. A solidão me ajudou a recuperar o que com falsos amores, falsas amizades e falsas promessas tinha perdido... Graças a ela hoje sei o que sou, para onde vou, e o mais importante, o que realmente vale o meu coração. Então tenho uma relação estranha com a solidão. Por dias e meses me faz companhia, até que chegue alguém e me põe medo por um tempo, (costuma ser bastante tímida e quando vê que alguém se aproxima desaparece) mas não me deixa, vai e acompanha outra alma e depois volta para mim ... Quando volta quase sempre me encontra com o coração feito cinzas, destroçado e morto; mas não diz nada, só me rodeia e fica até que eu recupere o fôlego para continuar. E essa é a nossa relação; embora em ocasiões sou infeliz com ela porque eu sinto que é muito ciumenta, já que se há alguém por perto da minha vida ela não tolera e se vai, mas: o que posso fazer? Ela é assim e nunca mudará!... e é bom tê-la por perto por momentos, mas não para sempre, mas sei que ela entende. E a verdade é a única que volta depois de um tempinho longe, porque as pessoas que já prometeram, nenhuma voltou. Então, ela é fiel a mim e eu a desejo com paciência quando não está... Hoje ela me acompanha, assistimos a chuva cair da minha janela. Hoje ela está aqui, e não sei por quanto tempo vai ficar desta vez, costuma falar pouco e nunca me diz quando se tem que ir; mas hoje eu me agarro a ela com tanta força que por agora não quero deixá-la escapar.