Pular para o conteúdo

Frase de Márcio Ribeiro

Sobre o tempo O tempo me perguntou: O que tem feito? E em resposta eu respondi: Nada, além de te acompanhar. Ele que é impiedoso, conduz a nossa vida de forma demarcada, seja, segundos, minutos, horas, dias, semanas, meses, anos e até décadas, ele nos aprisiona do seu jeito e nós somos levados a quebrar essas grades que nos aprisiona e soltar-nos, livre, leve e cheio de amor nossos melhores sonhos, por fim, uma resposta, em meio a todas as barreiras que o o tempo nos impôs. Amadurecemos e o tempo não se dá conta, podemos ser e nos fazer melhores, podemos reinventar a vida e a forma com que lidamos com fracassos, com ilusões, com choro, com dor, com a esperança, podemos amar a mesma pessoa várias, diversas vezes da mesma forma, do mesmo jeito, com o mesmo olhar do primeiro encontro, com o mesmo gosto do primeiro beijo, com a mesma vontade, intensidade de viver pra sempre, não sabemos até onde vamos, mas, podemos escolher com quem ir.

Márcio Ribeiro

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de Márcio Ribeiro

A liberdade de cometer meus próprios erros é o que eu sempre quis. Menses - Game of Thrones Por que o caos não é poço, é uma escada.
Continuar lendo

A liberdade de cometer meus próprios erros é o que eu sempre quis. Menses - Game of Thrones Por que o caos não é poço, é uma escada. Escada ao qual, descer me olha, e olhando, cada vez eu desço, um dia a mais, que dias são esses? Os que não conseguir subir, o tempo passa, deteriora, reconstruí-lo, me apavora. Informação nenhuma eu tenho, sobre o caos, a escada, feita cal, do que é feito? Já não lembro, dito e feito, quem a fez? Eu não sei, só desci, se me lembro não subir. Não é queda, não é prática, ela é rápida e costumeira, levantar-se nem que eu queira. Frente a frente tenho medo, já contei, nenhum segredo. Absurdamente assustadora, já é noite? ou é dia? Me cintila de agonia. São luzes, são cores, são feixes luminosos, é o cansaço que me bate, é a pancada que me arrasta. Minha direção é caos, claro, não quero ficar, mas, também não tenho forças para voltar. Senta, pensa, se refaz, gaste o tempo que gastar. O poço existe é fato, é real, espaço, a tempos que ele é visto, há tempos não bem quisto. E o que importa, é grito. Mais ainda há tempo, querer sair. Mas, se ainda é tempo, da pra fugir. Mas, se não der tempo eu fico aqui. O caos é laço, é cais, é porto, não se refaz, de longe olho, vem tempestade, coragem ausenta, meu ser imprensa, não posso mais. Quero armadura, coragem pura, se é bondade, se é voraz, se é fraqueza, ainda mais. Mas, tem um jeito, por ele almejo, no tempo certo, na minha maneira, e do meu método, caminhos, carreira. Vai se montando, vai por vielas, minha alma salta, chorei por ela, então eu vejo, longisco e fosco uma aquarela. Meu rosto brilha, meu eu, devora, pensar me gasta e que demora, são erros, pague, são seus, não rasgue. Avista a luz, formas e gestos, sou eu num encontro com a bela fera, criei temores, passei por guerras, que eu criei, bela novela. De vez ou outra, meu ser revela, subindo escada, desci por ela, aprisiono um eu de antes, agora olho, ser ofegante, não mais estou, sair da cela. Marcio Ribeiro

Resta-se 12 meses O ciclo que se encerra, a morte pronta e certa. A vida nos deu escolhas, a morte nos deu descanso, mas, eu canso em ver gente partir.
Continuar lendo

Resta-se 12 meses O ciclo que se encerra, a morte pronta e certa. A vida nos deu escolhas, a morte nos deu descanso, mas, eu canso em ver gente partir. Agora eu sei de cor, a brevidade da vida me deu um prazo, de mês em mês, eu me atraso. Mas, como pode essa viagem? Vejo vim janeiro, com seu ar vapor, com sua pele em brasa e mar de amor. A água salga a alma, mas, nem lá eu vou. Ele é só começo, a vida não acabou. Começou o ano planos são refeitos, mas, eles não duram, só olhar direito. Fevereiro é festa, vejo as fantasias, todo mundo erra, só por 5 dias. Colombina é a bela jovem, responsável, despertou amor de “de um pobre coitado.” Pierrot, é tímido, honesto raro, mas faltou coragem de fazer-se amado. Ele escreve cartas que jamais irão, um sofrer calado, rito de paixão. Mas, em meio a tudo Arlequim encanta, sedutor de berço, ele passa e canta Colombina crer ser o seu amado, e com ele vai pela longa estrada. O meses se passam, e agora é março, não tem tanta graça, mas tem água farta. Tira o dia 8, da mulher que caço, linda, rubra, bela, feita toda em aço. És que vem abril, a mentira surge, como um festejo, ser humano abusa, não tem nada mágico, o engano tolo, de verdade é ato, que poucos toleram, e a melhor mentira é o que o mundo era. Maio é mês das noivas, flores em buquê, branco vem vestido, todo mundo vê, não sei bem se dura, só casar pra ser. Os casais prometem, beijam-se e no mel se banham, poucos sobrevivem a terrível trama. Junho traz a chuva, ela vem lavando, como lava o choro, rostos e engano. É festa junina, milho, amendoim, mas, uma breve festa pra encantar Luíz. Suas fogueiras queimam, dizem a São João, que de santo é barro, mas, é tradição. Julho desce em férias, nordeste vira sul, sudeste por algum, não me lembro ao certo, o Brasil começa, mas, não finda aqui. Somos marginais de lugar algum. E com isso segue, romaria e prece, se não se deu conta de metade serve, dias passam lentos, mas, também vorazes, e eu nem me lembro do que tem no auge. Meu último ano, e o que eu fiz? Já se foram meses e eu nem sair. Penso e repenso, crio alegria, vou viver intenso, raia novo dia. De agosto o gosto, de sufoco o rosto, eu não me movi e se aproxima, meu real, meu fim. Chego e enlouqueço, que será de mim, tenho poucos meses de estada aqui. Meu setembro em flores, rosas, azuis, febris, me vejo tão perto, vivo mesmo assim. Não sei se me lembro, do meu afazer, também não entendo, há sofrer em mim. Volto e repenso, o que será de mim, viro, volto, penso, só sei do meu fim. Rubro vem outubro, sigo a caminhar, nos versos mudos, sem ninguém falar, eu desejo a fuga, mas, pra que lugar? Se é certo a morte, já não caberá. Novembro é cruel quero só fugir, fugir de mim, mesmo, eu me trouxe aqui, tive tanto tempo e não soube usar de chorar intenso, chego a soluçar, vem chegando a hora, veio devagar, eu que não atento nem relógio andar. Só mais 30 dias, um dezembro em cor, pura poesia, vou morrer de amor, sei que não fiz nada, de inércia eu vim, sei que não sou nada, sinto isso aqui, vai passando o tempo e meu ser se entrega, sem nada a fazer, o sepulto serve.

Contos sobre mim parte 44 - A beleza do envelhecer… Sobre quem eu sou, de marcas latentes, forjado em batalhas, com choro e dores, sorrisos que atraem, certeza de ir quando não mais quero ser, solitude de mim e do que quero fazer, sou cheio de graça, sinceros abraços, sou tido p…
Continuar lendo

Contos sobre mim parte 44 - A beleza do envelhecer… Sobre quem eu sou, de marcas latentes, forjado em batalhas, com choro e dores, sorrisos que atraem, certeza de ir quando não mais quero ser, solitude de mim e do que quero fazer, sou cheio de graça, sinceros abraços, sou tido por muitos de poucos eu sou, nascente poente, ouvir o som das águas e aqui me encontrei. Sobre quem quero ser, não mais água ardente, um pouco de tudo, não tudo de vez, quero andar entre as águas, cria brio e coragem pra nascer e crescer, quero ouvir som de pássaros, andar em seus braços, jamais perecer, a paz das montanhas, amores me ganham e vim pra vencer. Vencer meu passado, vencer o outro lado, vencer, só vencer, e aqui já me basta, se lá estarei, terei a certeza de que entre belas as feras desceu e eu flor que nasce, desboto entre laços pra ser cor de vida, naturalidade me encontro em meus passos pra ser quem eu sei. Sobre quem eu fui, não sei, não recordo, só sei que discordo, pois, não o quis ser, encontro outro mundo, desvio, vagabundo, ali não sou eu, a fé me abraça e eu todo dela sou feito de luz, prazer que me toma, cintila, retoma, me enche de risos por ter bem crescido sabendo que sou, quem eu quero ser, mas, profundamente quem fui não me lembro, se fui já não sou e isso me basta, pra ter um abraço “do eu que tornou”, de tudo um pouco, calado, translouco, fadado e romântico, me torno galante sem lembrança alguma do ser que eu fui. Márcio Ribeiro

Tempo "rei de tudo". menos de nós Ó Tempo, rei de coro invisível, Que governa sem trono ou espada,
Continuar lendo

Tempo "rei de tudo". menos de nós Ó Tempo, rei de coro invisível, Que governa sem trono ou espada, Teu poder é calmo, irresistível, Tua justiça, sutil e alada. Rei dos destinos e das memórias, Escreves com fogo, apagas com brisa. Em tuas mãos dormem as glórias, E acordam dores. Tu que moldas o rosto do mundo, Que apagas impérios e acendes canções, És o eco mais puro e mais fundo Das humanas contradições. Tempo, que tudo transforma, Que ensina sem dizer palavra, Mostra-me de forma em forma, A dança que me constrói. Que eu saiba seguir compasso, Sem medo do que virá, E entenda que tudo é traço No desenho de todos nós.