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Frase de Iule Domingues

Moça Havia algo naquela moça que me polia... De tão rude que eu era Perto daquela vela Ser algo melhor me valia. Moça serena e severa Doce sereia com olhos de fera Teu sorriso de areia derretia no mar Espumava ao me encontrar... E quando me invadia o teu mar Eu sentia forte rebentação Dentro do meu coração O mar é fundo e misterioso Esta moça também Era turva e misteriosa Mas tinha a vista bondosa Pois enxergava em mim algo além O que ela via em mim Não via mais ninguém. Com passado salgado e oneroso A moça tinha olhar piedoso Como quem por piedade Vestida da própria deidade Desfazia meu sinuoso Caminho pouco majestoso.

Iule Domingues

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Pensador.com

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Outras frases de Iule Domingues

O amor é livre. O amor é livre pra ir e vir. O amor é livre para ir e nunca mais voltar.
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O amor é livre. O amor é livre pra ir e vir. O amor é livre para ir e nunca mais voltar. O amor é livre até enquanto ele durar. E quando o amor acaba, é prisão. Prisão de saudade, prisão de lembranças. A pior coisa que existe é o amor singular. Quando apenas um ama, quando apenas um chora... Quando apenas um tem saudade. O amor é livre pra fazer o que ele quiser Mas a saudade tem vontade própria. Chega e vai... Chega e fica, chega e nunca vai embora. Independente do amor Independente de qualquer coisa, independente da vontade. O amor surge dos gestos concedidos, permitidos. A saudade e involuntária como os músculos que se movem involuntariamente. A vida não nos presenteia com nada que seja perfeito. A perfeição não existe. Pessoas perfeitas não existem. Mas existem pessoas agradáveis. Pessoas significantes. Pessoas que fazem falta.

Menina Moça. A cama está coberta com um lençol marfim, pequenos desvios do tecido declinam para o chão. Toda a casa parece cinza como as nuvens que estão no céu, exceto os olhos da menina, castanhos. A árvore lá fora inveja a cor da sua íris, mas sabe-se nos últimos dias, a árv…
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Menina Moça. A cama está coberta com um lençol marfim, pequenos desvios do tecido declinam para o chão. Toda a casa parece cinza como as nuvens que estão no céu, exceto os olhos da menina, castanhos. A árvore lá fora inveja a cor da sua íris, mas sabe-se nos últimos dias, a árvore tem exibido mais vida que seus olhos. A menina se aquieta junto ao urso de pelúcia que ganhara do homem da sua vida. Mas existe um outro homem atualmente a entristecendo. Suas unhas estão pintadas de azul, semelhante com a cor do céu de ontem. E a menina se recorda do ontem, com toda a dor de hoje. A felicidade era de ouro, mas o ouro foi roubado dela. Agora a menina usa adornos na cor prata, pois sente-se de segunda mão, segundo plano, segunda vida, última escolha.

Se Se eu não amasse, Talvez o mundo me julgasse
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Se Se eu não amasse, Talvez o mundo me julgasse Por estar me acabando. Mesmo com teu verbo dizendo que é engano Mesmo com tudo que vejo sendo desumano Mesmo com todas as mentiras Seus ataques de ira Não me permito nem me irritar Visto que preciso calma ficar Aguardando tua revolta De algo que desconheço Se acalmar Nem sei se mereço Me judiar Talvez num dia eu enlouqueço E me esqueço Da tua forma de me olhar.

Menina Tristonha Menina que chora e implora pra Deus ajudar Retira o salto e pisa no chão tentando firmar o calcanhar
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Menina Tristonha Menina que chora e implora pra Deus ajudar Retira o salto e pisa no chão tentando firmar o calcanhar Menina cansada e tristonha prefere desacreditar Em tudo aquilo que todos lhe dizem e lhe fazem chorar. O mundo muda e as pessoas crescem e encolhem As lágrimas rolam mas algumas se recolhem O vazio preenche todo o coração Enquanto o relógio conta o tempo que se passa em vão.