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Frase de Márcia Reis Nazar

O Jazigo dos Vivos Naquela família, os mortos pareciam descansar mais do que os vivos. O velho jazigo de granito havia sido adquirido muitos anos antes por um homem prudente, quando ainda caminhava sozinho pela vida. Não o comprara por vaidade, mas porque acreditava que até o descanso final merecia dignidade. O tempo passou. O homem encontrou o amor na maturidade e decidiu casar-se. Foi então que aquilo que sempre pertencera apenas à sua história passou, misteriosamente, a despertar o interesse daqueles que jamais haviam perguntado onde ele desejava repousar. Vieram exigências disfarçadas de conselhos, mentiras vestidas de preocupação e ordens apresentadas como se fossem dever moral. Chegaram a afirmar que o próprio cemitério exigia a mudança da titularidade do jazigo. Bastou um telefonema para que a verdade surgisse inteira: ninguém havia feito qualquer exigência. Mas aquela mentira era apenas uma entre tantas. Muito antes do casamento, outro patrimônio havia sido inserido em uma estrutura societária criada sob o argumento de proteger os bens da família. A antiga casa da mãe permanecia registrada em nome de apenas um dos irmãos, enquanto participações eram distribuídas entre parentes como se a confiança pudesse substituir a justiça. O único imóvel particular daquele homem também fora levado para dentro da mesma estrutura. O que lhe prometeram como proteção transformou-se em uma longa batalha para recuperar aquilo que sempre lhe pertenceu. Depois do casamento, antigos sorrisos perderam a doçura. Pessoas que durante décadas se apresentaram como amigas revelaram um rosto desconhecido. O incômodo não era a união do casal. O verdadeiro desconforto surgia quando alguém deixava de aceitar o controle silencioso exercido durante tantos anos. Há famílias que disputam terras. Outras disputam casas. Algumas, infelizmente, disputam até o lugar onde alguém um dia descansará em paz. O mais triste, porém, não era a existência de um jazigo, de um imóvel ou de documentos. Era perceber que a ganância conseguira ocupar o espaço onde antes existiam afeto, confiança e respeito. No fim, compreendeu-se que o mármore jamais sepulta a verdade. Ela permanece viva, esperando apenas o momento de emergir, desmascarando as mentiras construídas pela ambição. Talvez o maior sepulcro não seja feito de pedra. Talvez seja o coração de quem enterra o amor antes mesmo de sepultar os seus mortos. © 2026 Márcia Reis Nazar Todos os direitos reservados.

Márcia Reis Nazar

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Pensador.com

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Esperança Para Luciana Luciana, não desanima. Quando o marido foi embora,
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Esperança Para Luciana Luciana, não desanima. Quando o marido foi embora, Deus ficou. Ele ampara nos mínimos detalhes, enxuga lágrimas que ninguém vê, cola os pedaços da alma, e cura dores que doem em silêncio. No deserto Ele não abandona. É lá que forja o caráter, que transforma areia em caminho, e sede em promessa. O que hoje parece fim é só Deus te ensinando a recomeçar. Ele te sustenta com mãos de Pai, te levanta com amor que não falha. Vai passar. E quando passar, você vai olhar pra trás e ver que foi Deus te carregando em cada passo. *Autoria: Márcia Reis Nazar* marcianazar5@gmail.com

Oceano Entre Nós Meu coração, depois do oceano, é você.
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Oceano Entre Nós Meu coração, depois do oceano, é você. Minha preciosa continuidade, pedaço de mim que a distância não alcança, mas que eu guardo inteiro nas orações. Te acompanho quando me permitem, com os olhos da alma, com as mãos postas, com o silêncio que abençoa. Às vezes penso, na noite mansa: Será que irás saber quem eu sou quando crescer? Será que vai sentir nos teus dias o amor que atravessou mares só pra te alcançar? Se um dia leres isto, saiba: houve alguém que te amou antes mesmo de te conhecer por inteiro. Houve alguém que te plantou no céu em cada prece. E se a vida nos der tempo, eu serei memória boa, serei colo que não cansa, serei raiz. 17/07/2026 *© Márcia Reis Nazar* marcianazar5@gmail.com

Samba Malicioso do Seu Moço e Seu Anjo Ei seu moço, foi no privado, foto recém-chegada O homem se assustou: "É a mãe do filho procurando a parada?"
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Samba Malicioso do Seu Moço e Seu Anjo Ei seu moço, foi no privado, foto recém-chegada O homem se assustou: "É a mãe do filho procurando a parada?" Deu gargalhada, quebrou o gelo na hora E ali nasceu o anjo que virou confidente e namoradeira Ela cochichava: "Homem, larga essa mulher que te adoece" Mas ele tava enfeitiçado, preso nesse vai e vem Cego de paixão, surdo de conselho E o anjo ali do lado, só observando de soslaio Química virtual, conversa até de madrugada Ela tímida por fora, mas por dentro era fogo e nada Seu moço falava e ela ficava sem ar Leoa querendo rugir, sem saber como mostrar *Refrão* Homem, por que me apresentas esse samba? Entrou no ouvido e desceu pra alma Cada segredo, cada risada Ficou no passado, ardeu no presente E o futuro... o destino deixou na garganta Olha pro lado, vê a mulher de vermelho Cheirosa, brinco de ouro, saia rodando no rebolado É o sonho que você canta no samba E passou no seu caminho querendo ser pecado "Homem, cê não pensa mais nessa mulher não?" O anjo provocava com voz de mel e pimenta Entre confidência e desejo mal contido O coração batia samba e o corpo pedia Se a timidez deixasse, ela mostrava a fera Se a coragem ajudasse, ele puxava ela pra roda Mas ficaram só no quase, no entreolhar No "se um dia" que o samba insiste em cantar *Refrão Final* Homem, por que me apresentas esse samba? Entrou no ouvido e desceu pra alma Cada segredo, cada risada Ficou no passado, ardeu no presente E o futuro... o destino deixou na garganta Olha pro lado, vê a mulher de vermelho Cheirosa, brinco de ouro, saia rodando no rebolado É o sonho que você canta no samba Ela esteve no seu caminho... querendo seu pecado. *Autoria: Márcia Reis Nazar* *Contato: marcianazar5@gmail.com* *Data: 16/07/2026* *© Todos os direitos reservados*

Quando a Alma se Sente Sozinha Há dias em que o silêncio pesa mais do que qualquer palavra. A solidão parece ocupar todos os espaços, e a humilhação tenta convencer-nos de que perdemos o nosso valor. Mas Deus nunca mede uma vida pelas rejeições que ela sofreu. Ele vê o coração…
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Quando a Alma se Sente Sozinha Há dias em que o silêncio pesa mais do que qualquer palavra. A solidão parece ocupar todos os espaços, e a humilhação tenta convencer-nos de que perdemos o nosso valor. Mas Deus nunca mede uma vida pelas rejeições que ela sofreu. Ele vê o coração que permanece íntegro quando ninguém o aplaude, as lágrimas derramadas em segredo e a força de quem continua a caminhar, mesmo cansado. O cansaço não significa derrota. Muitas vezes, é apenas o sinal de que carregámos fardos demasiado pesados durante demasiado tempo. Quem hoje nos despreza não conhece toda a história que Deus ainda está a escrever. Há sementes que germinam debaixo da terra, invisíveis aos olhos, mas vivas diante do Criador. Se hoje te sentes sozinho, lembra-te: a presença de Deus não depende da presença das pessoas. Quando todos se afastam, Ele permanece. Quando as palavras ferem, Ele cura. Quando as forças faltam, Ele sustenta. Não deixes que a dor roube a tua esperança. O Senhor continua a transformar lágrimas em aprendizado, feridas em testemunho e noites longas em amanheceres de paz. Permanece firme. A tua dignidade não está nas mãos de quem te humilhou, mas nas mãos de Deus, que te conhece pelo nome e jamais abandona aqueles que n'Ele confiam. Márcia Reis Nazar © Márcia Reis Nazar. Todos os direitos reservados.