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Frase de Janna Teixeira

Arquiteto da poesia Eu faço versos para não sofrer choro com as palavras transbordo em sentimentos roubo pensamentos transformo emoções Eu me transporto para o papel escrevo sobre amor e dor uso lágrimas como tinta monto quebra-cabeças com as letras crio ilusões com a vida Eu retiro farpas de meu coração converto-as em adjetivos e predicados exploro os espaços vazios, entorno o sangue contaminado, e filtro a maldade que guardo em mim afinal, 'o ódio é o verbo de quem se acovarda' Sou homem, sou mulher, sou palavras sou produto de uma ilusão na arte não tenho um gênero minha alma não tem identidade a imagem que ostento é a poesia esse é o meu choque contra a realidade Eu arquiteto da poesia, sigo a conceber em forma de envolventes versos pequenos fragmentos de meu próprio ser palavras que expõem meu ego, minhas incertezas e o meu sofrer.

Janna Teixeira

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Pensador.com

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POEMA A PRÓPRIO PUNHO... Queria viver o romantismo dos grandes apaixonados Entregar-me ao amor com intensa devoção
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POEMA A PRÓPRIO PUNHO... Queria viver o romantismo dos grandes apaixonados Entregar-me ao amor com intensa devoção Suspirar e delirar, horas por dia Desejar seus beijos e sonhar com o toque suave de suas mãos acariciar-te em sonho e acordar com teu cheiro sentir teu sabor em meu hálito e secar teu suor em meu corpo... Queria eternizar seu semblante em um quadro de Da Vinci, valsar contigo ao som de Strauss, cantar meu sentimento em uma ópera italiana, e te esculpir como deusa grega em única peça de pedra sabão... Queria surrupiar de ti um mero sorriso e tatuá-lo delicado sobre meus lábios cortejar teus olhares e tornar-me único diante de ti... Dedicar-lhe minha vida, entregar-te em bandeja minha alma, seguir as batidas do teu coração com o ritmo do amor que a ti destino... Queria viver o entusiamo romântico dos grandes apaixonados e deslumbrar-te com minhas palavras, escrevendo de próprio punho um poema de amor, que declare minhas emoções, e lhe atraia enfeitiçada aos meus braços que por ti aguardam extasiados e suspeitos por fazerem parte de um ser apaixonado...

ARAMES FARPADOS O amor quando vem e aplaca seu coração é porque já dominou tua mente,
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ARAMES FARPADOS O amor quando vem e aplaca seu coração é porque já dominou tua mente, tomou conta de seus sentidos, e retirou de ti a rara calma de uma vida sem novidades... Teu corpo é tomado por calafrios, teu coração vibra acelerado na simples lembrança da figura amada, te transformas em um guerreiro, dribla a covardia de toda uma vida, sente-se indiferente as convenções, esquece a moral e ultrapassa os limites... Teu amor não vê fronteiras, distâncias ou estado cível, ele é impulsivo e atrevido, é inocente e possessivo... Pelo amor, te lanças de uma montanha sem lembrar do paraquedas, te jogas no oceano sem sequer saber nadar, entra na jaula de um leão faminto e lhe doma com um simples olhar... Mas ao ser desprezado, chora, revolta-se, deseja a morte, experimenta o ódio promete vingança... Esquece nunca ter recebido um olhar em troca uma palavra de incentivo ou um mero gesto de carinho Abnega a realidade Pois em tua versão aquele amor é recíproco... Alimenta a dor, corre atrás, insiste, grita, remexe a ferida... Derrotado, lastima-se, insurgi, saboreia o sofrimento, isola-se na solidão e, perdido destrói a rosa que representava aquela paixão... Sente seu coração cercado por arames farpados que a qualquer minusculo rompante, qualquer bater mais excitado será mortalmente ferido e verá junto com o sangue vertido o amor imprudente que para ti continua mal resolvido.

A BULA DE UM POETA As pessoas pensam porque sentem, sentir é a ação dada a quem tem sentimento,
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A BULA DE UM POETA As pessoas pensam porque sentem, sentir é a ação dada a quem tem sentimento, é uma consciência intima é o discernimento da sensibilidade. E é por ter tal aptidão que o poeta descreve o que pensa, o que sente, o que tem em seu intimo... Suas palavras são os compostos da alma cada termo descrito, cada frase formada desenham seus sentimentos No auge de sua delirante inspiração tem de conter-se para saber dividir o que é sentimento e o que é emoção... Diante de uma grande emoção muitas vezes agimos sem pensar, pois estamos dentro de um estado afetivo intenso, movidos por uma reação instintiva e, geralmente, não-racional. E é nesse ponto que encontramos a grande diferença pois, o sentimento é racional, e ele está amparado por elementos intelectuais... Nós refletimos quanto ao que sentimos, fazemos escolhas, utilizamos nosso livre-arbítrio... E o poeta quando compõe seu texto tem que estar atento para saber manipular as palavras, pesando as diferenças, e assim conseguir passar ao seu leitor o que sente, e o que está tomado por emoção em seu poema... E quando falamos de amor, colocamos ele dentro dessas duas opções: Como emoção: ele vem arrebatador, nos torna passionais, nos toma com paixão, fervilha em nosso cérebro, coibindo a razão... Como sentimento: ele nos ampara, nos faz idealizar o futuro, mitiga as dores da alma, nos enche de entusiasmo e exala inspiração... Um poema é pele que arrepia, é grito que salta da garganta, é o bater do coração que pára e dispara, é um sorriso que invade a cara, é uma lágrima que lhe banha os olhos... O poeta não é nada mais do que as palavras que escreve pois, dentro de todos nós, vive guardado um grande poeta, que se emociona e sente, e por isso, escreve!

SOLIDÃO À DOIS... No início éramos um nossos corpos se completavam
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SOLIDÃO À DOIS... No início éramos um nossos corpos se completavam nossas mentes andavam conectadas nossas palavras se somavam os beijos eram energéticos da alma o amor irradiava por nossos olhos os sonhos de eternidade nos sustentavam ...a inveja alheia nos seguia Apressados nos casamos uma ou outra noite não era o bastante para tanto desejo escovas unidas, armários divididos, uma cama para dois parecia um mundo éramos um, restava espaço! Nossa felicidade incomodava nossos sorrisos e olhares constrangiam os desafortunados ...àqueles que desconhecem a paixão Inocentes nos expomos, colocamos à mesa nossas emoções queríamos dividir com todos o grande banquete do amor mas a acidez desgraçada dos que desconheciam seu deleite, lançou sobre nós um azedume que escorria intenso e que gota a gota nos atingiu Trabalho, responsabilidades, contas à pagar, o cansaço no fim da noite, um 'amigo' sussurrando insinuações outro, apresentando um mundo de opções e o amor, de sentimento melindroso, decidiu ficar de lado para que o desapego nos atingisse Nesse momento a cama diminuiu... Nada de flores, surpresas e ligações inesperadas, ou mesmo um Eu te amo, com o olhar pronunciado ...os lábios fecharam-se, as mãos não mais se tocavam, as palavras perderam a direção, os sonhos esbarraram na realidade o conto de fadas tornou ao imaginário sorrisos saciados nos seguiram ...o desgosto alheio nos abateu Programas destintos, horários que não se cruzavam, datas que foram esquecidas e nós que éramos um, fomos rasgados em dois... O silêncio à mesa, ali não se servia mais a paixão... Pensamentos distintos, uma muralha que nos separava a cama minúscula, cada um de um lado Nosso quarto, antes um refúgio para o amor ainda infestado pelo prazer que ali se fez cobiçado hoje foi transformado em um mundo de contrição, e nós dois que de um, viramos nada, e de nada, insistimos em sermos dois vivemos desde então nesse espaço exilados, acomodados e possuídos pela irremediável solidão!