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Frase de RCULPI

SER PAI Na dança da vida, um passo surpreendente, A paternidade veio, de repente. "Preparado?" perguntei, com um sorriso irônico, "Claro, como os peixes para voar." A vida, com seu charme, se instalou em mim, E com ela veio a esperança enfim. "Amor por um filho," dizem, "é o maior que há," Mas eu, que amo-me tanto, como quem já sabe. Com o tempo, compreendo, ou pelo menos acho, Que a paternidade é um caminho que se faz. É um desafio, é uma jornada sem fim, Mas com cada passo, aprendo a dar um sorriso. Porque sou pai, e isso é mais do que tudo, É amar mais do que eu mesmo, é ser mais do que eu. Roberval Pedro Culpi

RCULPI

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Pensador.com

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Outras frases de RCULPI

Carta ao Tempo Meu caro Tempo, Confesso que não sei se te temo ou te desafio. A morte? Ora, a morte é só um ponto final mal colocado, e eu, como bom desleixado, sempre preferi as reticências... O que me assusta mesmo é a tua ironia: morrer cedo demais, deixando a mesa posta e o…
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Carta ao Tempo Meu caro Tempo, Confesso que não sei se te temo ou te desafio. A morte? Ora, a morte é só um ponto final mal colocado, e eu, como bom desleixado, sempre preferi as reticências... O que me assusta mesmo é a tua ironia: morrer cedo demais, deixando a mesa posta e o vinho por abrir, ou tarde demais, quando já não há convivas, só pratos vazios e um relógio a tocar no vácuo. Quero ir-me na hora certa — nem tão cedo que os meus ainda chorem de verdade, nem tão tarde que disfarcem o suspiro de alívio com flores murchas. E que sobrevivam alguns dos que desprezo, porque um homem sem rancores é como um mar sem maré: plano, previsível, incapaz daquela fúria que também ergue barcos. E quando enfim me dobrares a página, que fiquem umas poucas linhas minhas, rabiscadas num canto qualquer — num caderno esquecido, num email perdido na nuvem. Coisas que um dia alguém possa ler e pensar: *"Este aqui ainda respirava quando escreveu."* E aí, meu velho Tempo, terás cumprido teu ofício sem me fazer covarde ou caricatura. Assinado, Um que ainda não acabou de chegar Roberval Pedro Culpi

Carta (não necessariamente urgente) sobre a morte e suas pirraças Curitiba, essa noite meio sem graça de quinta, Num tempo que não sei bem se sobra ou se falta.
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Carta (não necessariamente urgente) sobre a morte e suas pirraças Curitiba, essa noite meio sem graça de quinta, Num tempo que não sei bem se sobra ou se falta. Prezado amigo (ou quem ler isso, vá lá saber), Escrevo não porque tenha urgência, que mortais não tem horário marcado, mas porque hoje me deu para pensar nessas coisas que a gente só finge que esquece. Morte, veja só. Tema que dá pano pra manga e silêncios incômodos em conversas de elevador. Mas a verdade é que às vezes não é ela que assusta — é o medo do atraso ou da antecipação. Sim, tenho medo. Mas mais ainda de morrer na hora errada. Daquele falecimento inconveniente, tipo deixar o feijão no fogo e não voltar mais. Ou então ficar tempo demais, feito parente de festa que não entendeu que acabou. O sujeito vira ruído de fundo, se arrasta pelas tardes, ocupa espaço que já devia estar livre para outra coisa — talvez uma planta ornamental ou um cachorro esperançoso. Quero ir quando ainda restar alguém que feche os olhos por um segundo ao lembrar de mim. Mas não tantos que respirem aliviados. Aquela linha tênue entre o “já vai tarde” e o “que falta faz” é difícil de mirar, mas tento, com a pontaria do coração — que sempre foi míope, convenhamos. E torço pra que sobrem uns poucos desafetos. Não por maldade, veja bem. Mas porque quem nunca odiou também nunca amou com força. Os mornos não deixam rastro nem queimam as pontas dos dedos. No fim — e essa é a esperança que abraço com certo sarcasmo — talvez restem algumas linhas. Frases ditas sem urgência, guardadas num papel, esquecidas numa nuvem digital com nome de bom tempo. Coisas minhas, soltas no mundo, sobrevivendo a mim. Se alguém ler, que sorria. E se puder, que imagine que eu ainda estou por aí, rindo também, com aquele jeito de quem sabe que o último a rir, às vezes, nem precisa estar vivo. Roberval Pedro Culpi

**Saudades do Futuro** Planejei tantas manhãs — cada gesto, cada riso —,
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**Saudades do Futuro** Planejei tantas manhãs — cada gesto, cada riso —, o jeito que te olharia, o adeus que seria um início. Desenhei estradas, hotéis baratos, noites sem destino, e um café frio entre teus dedos. Mas o trem não passou, ou passou e eu dormia. O mapa ficou velho, a mala empoeirou. Agora chovo em dias certos, guardo horários de partidas, e sinto, estranha saudade do que nem chegou a ser vida. Talvez num outro tempo, numa esquina não prevista, eu quem sabe encontre o futuro que ainda exista. Roberval Pedro Culpi

Delicadamente ofensivo - Você é um eterno aprendiz, todo dia precisa aprender a mesma coisa. - ⁠O silêncio é a sua melhor qualidade.
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Delicadamente ofensivo - Você é um eterno aprendiz, todo dia precisa aprender a mesma coisa. - ⁠O silêncio é a sua melhor qualidade. - ⁠Gosto do seu raciocínio, mostra que vc tem os 2 pés no chão e as mãos também. - ⁠Em algum lugar do mundo existe uma árvore que recicla o ar que você respira; encontre-a e peça desculpas. Roberval Pedro Culpi