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Frase de Aline Bermejo

Hoje eu senti saudade pela primeira vez, antes o que eu sentia era tristeza e raiva porque você não estaria mais aqui, eu estava inconformada por você ter ido embora tão depressa, antes mesmo que eu pudesse te dizer todas essas coisas que eu tenho pra te dizer agora. E de verdade, eu esperava que qualquer coisa mágica acontecesse e você aparecesse na minha casa com o capacete na mão, sorrindo e dizendo que foi tudo um engano e que todo mundo tinha agora uma segunda chance com você. Eu queria de alguma forma poder voltar no tempo e te impedir de sair naquela noite, eu queria fazer você viver de novo, voltar. Mas hoje eu acordei e percebi que fazem três semanas desde que você se foi e que nada, nada vai te trazer de volta. E eu senti saudade, uma saudade tão grande e devastadora que eu acho que ninguém deveria sentir nunca. E agora aquele seu espaço, que estava vazio mas que guardava esperança de você voltar e que tudo fosse um engano, está fechado para sempre e ninguém nunca vai ocupá-lo; lá estarão guardadas todas as lembranças, todos os menores detalhes e todos os sorrisos, todos os medos e até aquela touca que quando eu usei você disse que eu parecia uma “mulher de abutre”, e os melhores momentos e também os piores, e além de tudo isso vou guardar a minha dor e essa saudade que de tão nova não sei o que fazer com ela. (ao amigo Josimar Moraes)

Aline Bermejo

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Aline Bermejo

É assim, um pouco disso e um pouco daquilo e voltamos para o eixo. É bom lembrar que as vezes o mundo precisa parar de girar, e mesmo que naquele momento breve e vertiginoso nos sintamos perdidos, é aquele momento e apenas ele que pode por vezes nos devolver a paz. E nos tirar do…
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É assim, um pouco disso e um pouco daquilo e voltamos para o eixo. É bom lembrar que as vezes o mundo precisa parar de girar, e mesmo que naquele momento breve e vertiginoso nos sintamos perdidos, é aquele momento e apenas ele que pode por vezes nos devolver a paz. E nos tirar do tédio e da agonia de horas insípidas, de memórias de gosto amargo. Todo mundo uma hora ou outra precisa ser resgatado, a sorte é de quem tem alguém que o resgate e a quem resgatar.

Você sabe saudade? Aquela que vem sem avisar como um vento quente que toca a nuca, trazendo de leve o seu cheiro. Aquela mesma que é doce e molhada como o primeiro toque dos lábios num copo de água gelada no calor de meio-dia, que traz de leve o seu gosto, o doce salgado da sua…
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Você sabe saudade? Aquela que vem sem avisar como um vento quente que toca a nuca, trazendo de leve o seu cheiro. Aquela mesma que é doce e molhada como o primeiro toque dos lábios num copo de água gelada no calor de meio-dia, que traz de leve o seu gosto, o doce salgado da sua boca. É assim que não sinto agonia mas um prazer largo em te esperar, uma graça e uma alegria esperando o momento em que estes meus olhos cansados vão tocar a sua imagem e o meu coração vai disparar, eu vou te abraçar e tocar os seus cabelos. E os nossos rostos, os nossos gostos, as nossas roupas vão se confundir e não estaremos mais sós.

Nos salões do triste e do vazio, junto com a alma pálida da solidão, a bailarina dança sozinha, nas pontas de pés descalços, os seus dedos frios traçam no chão a história da sua vida que desta mesma maneira, em pontas de dedos, se tornou o que é agora. Um amor vazio, numa tarde c…
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Nos salões do triste e do vazio, junto com a alma pálida da solidão, a bailarina dança sozinha, nas pontas de pés descalços, os seus dedos frios traçam no chão a história da sua vida que desta mesma maneira, em pontas de dedos, se tornou o que é agora. Um amor vazio, numa tarde chuvosa e cinza como esta, ela pensa em desistir e se cansar, mudar; mas é muito tarde para deixar pra lá, é muito tarde pra deixar de ser quem se é, e mesmo o orgulho ferido da bailarina é pouco, ela está atada a essa realidade assim como as fitas de cetim nos seus tornozelos.

Ele roubou sim, roubou a calmaria das horas sem fome da minha vida. Roubou a paz das minhas tardes e sossegos dos dias de semana sem ansiedades. ele roubou na medida em que me devolveu também, um frio na espinha, um suor nas mãos, devolveu uma vontade de sorrir sem motivo, uma lá…
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Ele roubou sim, roubou a calmaria das horas sem fome da minha vida. Roubou a paz das minhas tardes e sossegos dos dias de semana sem ansiedades. ele roubou na medida em que me devolveu também, um frio na espinha, um suor nas mãos, devolveu uma vontade de sorrir sem motivo, uma lágrima sentida por qualquer deslize bobo...