Frase de Guga Melo
De que me adianta compor meus versos, poetizar a vida, a felicidade e o amor? De que me adianta ser poeta, se os poetas não existem mais, e o desamor, o perecível passageiro, tem mais valor? De que valem meus poemas, nunca lidos, ignorados por superficiais que se vendem como objetos da nova indústria social? Onde o superficial é uma propaganda que encobre a realidade em declínio, onde o amor e a felicidade são propagandas num comercial com personagens perfeitos, imitando um passado que nem existe mais. Assim, sou eu, um poeta no tempo errado, poetizando o que já foi desejo de um passado que deixou lembranças. Hoje, ser poeta é ser ignorado por um mundo em guerra, cheio de ódio, onde meus poemas são descartados. Por Marcio Melo
No pensador.ai desde