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Frase de Claudio Roberio Moura Luz

CRISE Aos poucos o silêncio da madrugada se despede e a cidade acorda para mais um dia. O barulho gerado por pessoas e veículos, gradativamente, vai aumentando.Tudo agora é vida.Vida se movimentando em todos os sentidos e em todas as direções. Tudo parece está dentro da normalidade, mas andando pelas ruas da cidade dá para perceber como o povo anda triste. Placas e mais placas com o nome aluga-se, vende-se ou esta unidade fechou, espalham-se ao longo de toda urbe. As únicas classes que não sentem tanto o efeito da crise é a do rico e a do pobre. O rico tem o suficiente para inibir qualquer crise e o pobre também não sente tanto , pois toda sua vida já está calejada das agruras desse viver. O tempo passa rápido e logo as luzes dos carros e da cidade anunciam o final de mais um dia e em poucas horas, quando a alta escuridão chegar, todos esquecerão, momentaneamente, dessa terrível crise financeira ,tendo como maior remédio o sono que leva para longe os problemas e as amarguras de cada ser.

Claudio Roberio Moura Luz

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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GRAVIDEZ Um dia, chega ao comércio de Antônio de Quincas, comerciante de Simplício Mendes, um freguês seu que dizia estar em uma difícil situação: — O que aconteceu? — indaga Antônio. — É que minha esposa vai ter um filho e isto me pegou desprevenido financeiramente. Eu queria que o senhor me emprestasse esse dinheiro. Antônio responde: — Meu amigo, se você que é o pai foi pego desprevenido, imagina eu!

REFÚGIO NA ESCURIDÃO Na calada da noite, seu coração está inquieto. O céu está escuro. Negras nuvens preenchem todos os espaços. Nesses momentos, os espíritos atormentados vagam com uma paz que é rara na sua essência. Tentam esconder toda a amargura que foi acumulada na sua exis…
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REFÚGIO NA ESCURIDÃO Na calada da noite, seu coração está inquieto. O céu está escuro. Negras nuvens preenchem todos os espaços. Nesses momentos, os espíritos atormentados vagam com uma paz que é rara na sua essência. Tentam esconder toda a amargura que foi acumulada na sua existência pela Terra. Os espíritos dos criminosos, suicidas, corruptos, ladrões, egoístas e, enfim, de todos aqueles que cometeram pecados graves quando em vida, tentam encontrar refúgio nessa escuridão sem fim. Oh, pobres espíritos! Que maldades vocês fizeram? Quantas pessoas vocês deixaram a chorar e a sofrer pela Terra? Oh, Deus eterno, tenha compaixão e piedade dessas pobres almas. Dá-lhes a luz de que tanto necessitam.

MILAGRES ACONTECEM Em um dos anos da década de 80, houve mais uma seca que assolou todo o solo do sertão simpliciomendense. Os açudes, barragens, rios e riachos secaram. A terra rachada tomou conta desses espaços. Nesse tempo, não havia cisternas e nem essas caixas-d'água vendid…
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MILAGRES ACONTECEM Em um dos anos da década de 80, houve mais uma seca que assolou todo o solo do sertão simpliciomendense. Os açudes, barragens, rios e riachos secaram. A terra rachada tomou conta desses espaços. Nesse tempo, não havia cisternas e nem essas caixas-d'água vendidas nas lojas de materiais de construção. Aqueles que tinham uma condição melhor faziam uma caixa de tijolos; depois, essa caixa era toda cimentada e servia para armazenar a água para o consumo humano. Aposentado rural era raridade e não existiam esses programas sociais de hoje como, por exemplo, o Bolsa Família. O povo da roça, geralmente, tinha que tirar o seu sustento da própria roça. Foi nesse cenário de seca que ocorreu um fato intrigante com Ana Cecília de Araújo, minha avó por parte de mãe. Ela era uma pessoa muito devotada à religião católica e, nas muitas noites antes de as pessoas da casa irem dormir, era frequente a reza do terço em sua residência na localidade Juá. Em um desses dias de estiagem, por volta do meio-dia, um sol escaldante estava a queimar sem piedade. Naquele momento, poucas nuvens eram vistas no céu. Mirando o olhar para bem longe no horizonte, se via que devia estar a chover lá para as bandas do município de Picos. Nesse ambiente de silêncio sepulcral, dava-se para escutar, vagamente, o eco tênue do ribombar dos trovões que vinham dessa região distante. Já no Juá, com tanto calor que estava a fazer, tudo que era vivo estava a se proteger do sol. Foi nesse ambiente que Ana Cecília de Araújo acordou do seu cochilo habitual do meio-dia sentindo um forte cheiro de mato queimado e, naturalmente, levantou-se e foi olhar o que estava acontecendo. Quando saiu para fora da casa, se deparou com um enorme fogo que vinha da roça onde ficava o curral da propriedade. Ela se desesperou, pois pouco podia fazer para apagar aquele incêndio. Além do mais, estava sozinha. Instintivamente, começou a chorar e a rezar pedindo para que, salvo engano, Nossa Senhora apagasse aquele fogo que vinha a destruir tudo à sua frente. Para o ateu é difícil acreditar e até mesmo para o religioso, pois o panorama de sol quente e poucas nuvens no céu, desfavoreciam o que veio a ocorrer a seguir: o tempo mudou e caiu uma chuvinha que apagou todo aquele fogareú.