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Frase de Victor Motta

Vida virtual Quantas palavras vazias são ditas nesta ciranda de uma vida inútil que, na verdade, não dizem nada, pois são apenas frases mal ditas de uma pessoa simplesmente fútil, que melhor seria permanecer calada. Na correria de uma existência virtual amor e amizade são momentos iguais à previsão do tempo, falar o trivial de coisas constantes e sabidamente banais. A vulgarização de um forte sentimento tornou-se desse modo tão corriqueira que, talvez, em um pouquissimo tempo seja apenas uma sensação passageira.

Victor Motta

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Buraco Negro Tentando dormir, tropecei em meu sono
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Buraco Negro Tentando dormir, tropecei em meu sono e caí no buraco negro da mente. No susto, não consegui achar o caminho da volta, pois, no escuro tudo se voltava, de repente, num turbilhão de cenas e pensamentos difusos, confusos; era eu….não era mais, um animal….um cão? Era tudo ou só momentos de cenas em confusão, talvez vividas ou sonhadas? Sem ordem, sem senso lógico nem cronológico. Sem seguimentos, sem nomes,ou com muitos, em gritos, chamados…espantos. Risos de alegrias, e longos silêncios, soluços, de tristezas. O belo…sem belezas. Em cenários sucessivos, alguns quase mortos outros muito vivos, fui herói, fui bandido, fui aclamado fui banido, fui amado, fui traído. Mas, traidor, também fui e fui perdido, num mar de ondas rebeldes e negras, sem me conhecer e fui caindo, ainda mais fundo, no negro mundo, sem saber.

Cicatrizes Lembranças, lugares, saudades, Ausências, pensamentos.
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Cicatrizes Lembranças, lugares, saudades, Ausências, pensamentos. São rostos, são nomes, Chegadas, são partidas. São tudo, são o nada… Momentos. Nos caminhos da mente, São voltas, Alegrias, Tristezas. Frases perdidas, Sem respostas, exauridas. São passados, Em páginas amareladas. Gastas no tempo vivido, Que voltam e gritam. Presentes. Amargas, feridas. Guardadas, esquecidas. Memórias de outras vidas, Esmaecidas, recortadas, Enfraquecidas. Tempo perdido Nas marcas que ficam Das cicatrizes. Feridas abertas Na mente e no corpo. Sentidas.

Tarde, noite de natal A tristeza branca A derramar,
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Tarde, noite de natal A tristeza branca A derramar, De novo, os tons (tão bons…), Tristes e brancos, Irmanados, Irmanando, Num pôr de sóis Sagrados e únicos, Os contornos perdidos Que brotam do povo Esperançado…. Crédulo,sob um arco-iris De bondade branca E triste. Tudo é calmaria Nessa tarde de sol Que desce atrás Do mar de dezembro. Ilusão fugáz, De amor, De paz, Comprimida em doze Meses de ânseios E dúvidas; Em eternos veios De dores reprimidas. Aqui, sentado, Parado e alheio, Com esse sol A me chamar pro mar… Não consigo me afastar Dos sons Que me alcançam No fundo da alma, A alma triste Desse natal que chegou, Trazendo um mundo Que busca outros mundos Sem conhercer-se a si próprio. No ventre dilatado De uma criança qualquer Está o espanto Do século dividido. No pranto da mãe Que chora mais um anjo Está o amargo Das injustiças. E o mundo busca Outros mundos, Sem volver um só Olhar de piedade. Que engenhosidade! A lua a seus pés Sob a árvore enfeitada De estrelas; Que são as gotas Rolando das faces Feias e cruas Que sem compreendê-las Não aplaudem, Não riem, Na mesmice de seus dias Iguais. Hoje, é natal, é paz, é bondade, é dádiva, Mas, em sua tristeza Ignorante, Como poderão Participar De nossa alegria, De nossa vitória? Debaixo de todas as águas Salgadas Desse mar, Fica o fim de uma história Enterrada e esquecida, e é natal!

Sombras, 2010 Um peso, uma tristeza, Frustações, cansaços.
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Sombras, 2010 Um peso, uma tristeza, Frustações, cansaços. Sensação do nada, Desilusões. Vazios, sombras, Passadas. Não mais reconheço Minha natureza De outrora. Fim de jornadas, Ciclo de vidas, Vividas, Em mil lugares; Perdidas, Em mil pedaços. Dores, alegrias, Sofrimentos. Vitórias, conquistas, Derrotas, arrependimentos. Encruzilhada do ser E do não-ser.