Frase de Luis Valério Prandel
Os relógios na mão Mentes vãs e contundentes Horários "de-verão"
No pensador.ai desde
Os relógios na mão Mentes vãs e contundentes Horários "de-verão"
No pensador.ai desde
Agindo Falando perfeitamente, de modo incoerente... passando ao lado dos túmulos e resgatando na memória a imperfeição de toda gente, que é frequente... Aumentando mais o som do silêncio da ausência, diminuindo a vacância e a maledicência...
Agindo Falando perfeitamente, de modo incoerente... passando ao lado dos túmulos e resgatando na memória a imperfeição de toda gente, que é frequente... Aumentando mais o som do silêncio da ausência, diminuindo a vacância e a maledicência... Aproveitando cada ocaso do acaso, matando qualquer lágrima do rosto, suprindo qualquer marca de desgosto... Usufruíndo da velha dor já rejeitada, conspirando contra qualquer palavra alterada e alternada... Lançando toda a loucura contra os lastros do pensamento lógico, buscando a quimera de um sonho mágico e jogando fora tudo o que é trágico...
Floresta 'eu' Caminho em meio a uma floresta nomeada "eu". Vago por entre as árvores, busco um caminho menos tortuoso. Encontro (ou não) repouso... O sol brilha forte e seca apenas as plantas insentas da humidade de um rio que passa por ali, ora com águas claras ora com águas e…
Floresta 'eu' Caminho em meio a uma floresta nomeada "eu". Vago por entre as árvores, busco um caminho menos tortuoso. Encontro (ou não) repouso... O sol brilha forte e seca apenas as plantas insentas da humidade de um rio que passa por ali, ora com águas claras ora com águas escuras, dependendo da estação. A tempestade chega e modifica a textura do solo, das pedras e das plantas. Raios atingem árvores, danificando-as temporariamente ou para sempre. Meus passos tornam-se mais rápidos e minha respiração ofegante, pois os abrigos seguros tornam-se escassos. A tempestade cessa e vem a calmaria. O sol se põe, uma brisa leve movimenta lentamente algumas folhas. Ouço um relâmpago em um local muito distante. O medo desaparece junto com a preocupação. Os perigos são inevitáveis quando surge a noite. Não há lua nem estrelas para clarear o céu. As malditas feras trazem consigo a insegurança. A morte poderia vir a qualquer momento. A noite termina e a claridade consome com a minha amargura o dia é torna-se normal e rotineiro. De repente, árvores surgem e outras desaparecem a minha frente, interajo com criaturas metafísicas e o sol muda de cor (cor desconhecida). Tudo muda de textura: solo, pedras e plantas (texturas desconhecidas). O rio inverte seu curso. E por momento o tempo para e não consigo diferenciar o dia da noite, a manhã da tarde e a tempestade da calmaria. Passado, presente e futuro se encontram. Cores e texturas desaparecem por completo e o rio congela. Depois de tudo isso, vejo algo inacreditável e espetacular: tudo volta ao normal, isto é, volto a caminhar em meio a floresta como se nada tivesse acontecido. Na verdade, nada aconteceu ou tudo deixou de acontecer. Chego ao final!
Podemos definir a palavra 'felicidade' transformando nossos sonhos em uma simples realidade
E nós... surgidos de um sopro de vida que implora para perdurar, implora no âmago do nosso ser... E viver bem? Não seria um morrer para infelicidade? E um preparar-se para eternidade? Só posso provar isso existindo, porque não basta apenas ser e não viver...