Frase de Chap
você não me deu nada além dos melhores beijos da minha vida e agora? como é que fica?
No pensador.ai desde
você não me deu nada além dos melhores beijos da minha vida e agora? como é que fica?
No pensador.ai desde
Ela lembrou como ele beijava o pescoço. Lembrou o que ele dizia às terças; antes do bar de sempre. Lembrou daqueles banheiros que rendem, até hoje, belas memórias. No torpedo: ‘Tô com saudade.’ Ele ria e ela via que era de verdade. Era daquelas paixões fortes. Ela dizia ter medo…
Ela lembrou como ele beijava o pescoço. Lembrou o que ele dizia às terças; antes do bar de sempre. Lembrou daqueles banheiros que rendem, até hoje, belas memórias. No torpedo: ‘Tô com saudade.’ Ele ria e ela via que era de verdade. Era daquelas paixões fortes. Ela dizia ter medo de ficar sozinha e que baratas não mereciam lugar no mundo. Ela lembrou que sentia o maior amor do mundo. Ele lembrou como ela pedia mais e mais forte. Lembrou o que ela dizia às quintas; aquelas em que ele dava carona pra ela na faculdade. Aquele carro rende, até hoje, histórias quentes de dois corpos que se ama(va)m. No olhar ele deixava claro: ‘Eu poderia ficar aqui pra sempre’. E ela ria; via que era de verdade. Era daquelas paixões que descem e sobem ladeiras. Ele dizia ter medo de acontecer algo se ela continuasse andando nas ruas de maneira tão distraída. Lembrou do quanto poderia ser horrível perder, de qualquer forma, aquela mulher. Mas a grande verdade é que aquele casal louco lembrou de muitas outras coisas, só que o telefone não tocou. Nem lá. Nem cá. Eles não se falaram. Continuaram infelizes, não sei se para sempre, mas até agora. O não dito está matando aqueles dois que não deixaram pra depois o tal orgulho. Têm sido tempos horríveis; de alma que sangra e saudade que devasta. E pensar que basta só um deles dizer: - Oi.
Hoje eu achei um pé de um sapato seu. Tava numa caixa em cima do guarda-roupa. Lembrei de você de uma forma boa. De um jeito aliviado. Imaginei direitinho os pés que tanto violaram meus acordos de paz. Os mesmos que ganharam uma bolha naquela viagem. Fomos pra praia e nenhum de n…
Hoje eu achei um pé de um sapato seu. Tava numa caixa em cima do guarda-roupa. Lembrei de você de uma forma boa. De um jeito aliviado. Imaginei direitinho os pés que tanto violaram meus acordos de paz. Os mesmos que ganharam uma bolha naquela viagem. Fomos pra praia e nenhum de nós levou chinelo. No mesmo dia que te dei banho gelado depois das seis caipirinhas. No dia em que, três horas antes, eu falei pela primeira vez que te amava. Olhei seu sapato e lembrei que, de fato, você era dessas que faz o cara sorrir. Um presente bom da vida. Mas foi a vivência que me fez entender: no fluxo de caminhar, o tropeço é inevitável. Ralados ou com pés torcidos, precisamos continuar. O foda é que - de uma hora pra outra - a mulher forte e honesta morreu em você. O tempo engoliu nossos sonhos e, de grão em grão, o respeito sumiu. Logo em nós, que pregávamos tanto. Aí meu orgulho mandou reagir. Reagi e tive dias em que acordar e encarar a vida era o verdadeiro pesadelo. Pés e rumos entraram em colapso. Nesses tempos, caminhei por aí. Sem sua mão junto da minha, fiz bolhas mais doloridas que as suas. Doíam por dentro. Demorei pra aceitar que eu não seria aquele a te fazer sambar em dia triste. Demorei pra entender que nossas personalidades não cedem. Não se bicam e não se aceitam. Já cicatrizando, descobri: toda demora tem hora pra acabar. Hoje, procurando um lugar no guarda-roupa para armazenar novos sonhos, acabei achando seu pé de sapato. Lembrei de você de uma forma boa. Eu estava aliviado e quis seu bem.
Joguei meus relógios fora. Nem tudo se resume ao agora. Assim que o tempo me deu um tempo, caí de cabeça no tudo de ontem; no tanto do amanhã.
"Nunca acreditei no ‘pra sempre’, mas te exclamei até meu ponto final." Não é grosseria quando você aprende a traduzir olhos que frequentemente desviam dos seus; mãos que não param de gesticular. Beijo não se pede. Roube-a num assalto passional. Silencie a timidez com desejo e m…
"Nunca acreditei no ‘pra sempre’, mas te exclamei até meu ponto final." Não é grosseria quando você aprende a traduzir olhos que frequentemente desviam dos seus; mãos que não param de gesticular. Beijo não se pede. Roube-a num assalto passional. Silencie a timidez com desejo e mão na nuca. Saiba que a única parede que impede isso acontecer é a sua hesitação. Beijo é calor, não um favor. Ela tinha algo e eu não sabia que algo era. Eu sabia é que a espera era amarga. Que guardar amor é frio; é inverno. Então eu contei tudo. Depois do beijo roubado e do tapa recebido, eu contei tudo. Disse que aquela paixão gritava. Que ou a beijava, ou a terra toda pararia de girar. Ou eu beijava, ou o sentido de tudo se esvairia. Mesmo que fossem apenas milésimos de dor; são esses que levam anos da gente. Quando percebeu minhas intensidades, meu coração acelerado e a ansiedade que só paixões causam, ela se entregou. Disse que em mim tinha algo que ela sempre gostou e não sabia o que era. Na verdade, até hoje não temos certeza do que é, mas sabemos o que está. Deixamos o tempo e os formatos de lado. Nosso roteiro é desses guiado por vôos altos, não por vaidades da tradição. Não somos algo, mas estamos e estamos muito. Nunca contei nada, mas a real é que desconfio qual era aquele algo que ela tinha e ainda tem. Era a intensidade e a liberdade. Era esse calafrio quente que só sonhos livres causam na gente. Ela chegou com asa na alma.