Frase de Tereza Duzai
Agosto no Cio Nuvens vermelhas flutuam baixo. As circunstâncias atmosféricas do mês de agosto facilitam sua formação em níveis vulneráveis à sensualidade humana, absorvendo as gotículas de sangue lançadas ao ar enquanto vociferamos nossos temores, nossas aflições, paixões, fúrias e desejos, sangrando como fêmeas férteis cujos óvulos não foram fecundados. Noites longas, frias e densas. Eis nossos corpos envoltos pela nebulosa encarniçada: entramos no cio e a grande fera sopra seu vapor sanguinário no deserto., Hei, Senhor Lupino! Abandone seu covil e venha me pegar! [...] Sinto seu hálito, seus beijos, sua língua úmida descendo por meu pescoço, minhas costas, meus seios, minha barriga, meu templo. Gemidos, sussurros: a heresia de uma fase lunar personificada pela condensação de nossos instintos carnívoros. Seus lábios macios sugam o fluido ferruginoso que verte de minhas nascentes em resposta à efervescência de suas carícias sinuosas. Sua fera pulsa entre minhas coxas. E eu sei: o Deus-homem nunca morreu.
No pensador.ai desde