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Frase de Tereza Duzai

⁠Agosto no Cio Nuvens vermelhas flutuam baixo. As circunstâncias atmosféricas do mês de agosto facilitam sua formação em níveis vulneráveis à sensualidade humana, absorvendo as gotículas de sangue lançadas ao ar enquanto vociferamos nossos temores, nossas aflições, paixões, fúrias e desejos, sangrando como fêmeas férteis cujos óvulos não foram fecundados. Noites longas, frias e densas. Eis nossos corpos envoltos pela nebulosa encarniçada: entramos no cio e a grande fera sopra seu vapor sanguinário no deserto., Hei, Senhor Lupino! Abandone seu covil e venha me pegar! [...] Sinto seu hálito, seus beijos, sua língua úmida descendo por meu pescoço, minhas costas, meus seios, minha barriga, meu templo. Gemidos, sussurros: a heresia de uma fase lunar personificada pela condensação de nossos instintos carnívoros. Seus lábios macios sugam o fluido ferruginoso que verte de minhas nascentes em resposta à efervescência de suas carícias sinuosas. Sua fera pulsa entre minhas coxas. E eu sei: o Deus-homem nunca morreu.

Tereza Duzai

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Pensador.com

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⁠Não perturbe meu silêncio Porque você não sabe nada sobre ele, Porque, enquanto eu falava, você não quis me ouvir;
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⁠Não perturbe meu silêncio Porque você não sabe nada sobre ele, Porque, enquanto eu falava, você não quis me ouvir; Agora ele tomou dimensões descomunais, Sutil, sem fúria. Criou tentáculos entre os quais me abrigo sentindo a pulsão de sua profundidade, a viscosidade de sua pele. Vocẽ já não consegue alcançar minhas mãos, nem eu as suas. Lágrimas silenciosas descem, evaporam, drenam meu corpo, pouco a pouco... Você conhece o poço dos silenciados? Nele conversamos nossas dores sem falar. Lá, o tempo se divide em dois, E você poderá ouvir os ecos da mudez do mundo.

⁠Conspiração Corra e grite! Vá embora enquanto é possível seguir com suas pernas!
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⁠Conspiração Corra e grite! Vá embora enquanto é possível seguir com suas pernas! Não ignore os perigos! Não há vergonha alguma em lutar por sua salvação. Silêncios indeléveis, Histórias indescritíveis. Muitas vezes o melhor a fazer é dar as costas, Evitar o confronto e salvar uma vida outra, que não a sua. Será a esperança a máscara humana da vingança? Será a perversidade a marginalidade da paixão? Sua ilusão, minha dor. Vá! Siga com suas pernas. Poucas pessoas como eu acreditam nessa possibilidade, E, assim como eu, poucos evitam despedidas, Porque também a dor pode ser um meio de superação. Olhos tristes são como vulcões submarinos; Cães envelhecidos e abandonados, outrora estrelas em shopping centers ao colo de soberbas senhoras Se nos encontrarmos numa dessas esquinas, ou em algum deserto, Não me abrace! Não chore! Talvez possamos nos banhar em águas transparentes, E acariciar as cicatrizes de nossa sobvivência

À Beira do Céu Algumas rosas podem morrer durante a primavera. Quando o inverno é o suplício de suas raízes,
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À Beira do Céu Algumas rosas podem morrer durante a primavera. Quando o inverno é o suplício de suas raízes, Nem mesmo o sol tem poder para reanimá-las. Absorção, ausência... Choram as nuvens em tardes de verão, Lágrimas ácidas, arco-íris: alucinação. Cérebros drenados. Um ciclone atravessou meus tímpanos. Como poderei ouvir suas queixas? Estrelas tingidas, céu em transe, Meu templo passa. Levarei flores em seu túmulo. De quando em quando? Uma vez ao ano. Naturais? De modo algum! Basta de mortes sobre seu corpo. ⁠