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Frase de KANGAL

O Homem que Carregava o Frio Eu carregava sacos de gelo durante o dia, mas era a minha própria alma que congelava aos poucos. Minhas mãos tocavam o frio da pedra, enquanto meu corpo aprendia uma nova forma de dor. Ao chegar em casa, a noite não trazia descanso; trazia o julgamento do próprio corpo. Cada músculo queimava como brasa escondida, cada respiração era uma lembrança de que eu ainda precisava continuar. Deitado no escuro, entre o silêncio e a agonia, eu não pedia riqueza, nem uma vida perfeita. Minha única oração era simples: “Que eu acorde amanhã.” Porque havia um peso maior que a dor dos braços, maior que o cansaço dos ossos: era saber que o mesmo sofrimento me esperava no dia seguinte. E mesmo assim eu levantava. Vestia minha coragem como quem veste uma roupa velha, pegava o caminho de sempre e enfrentava mais um dia. Ninguém via as lágrimas que eu engolia, ninguém ouvia as batalhas travadas dentro de mim. Mas ali estava eu — um homem ferido pelo tempo, mas ainda de pé. Não porque era fácil suportar, mas porque havia algo em mim que a dor nunca conseguiu destruir.

KANGAL

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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