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Frase de Marília Faccio

Ter o dom,ou a estranheza de pensar E se aprofundar em cada detalhe dos arredores Ouvir e sentir os Sons da poluição E me arder os ouvidos com a rotina incerta de meus pensamentos Cada detalhe me prende de alguma forma As luzes da cidade não são muito observadas Mas eu as conto e observo Como se fossem estrelas no céu Todos os ares que por lá passam São lembrados por mim E de alguma forma eu os recordo Como se fossem experiências de vida Para alguns pareceria nojento Lembrar do gosto de ferrugem Que ficou em meus dedos Quando toquei os corrimões do parque Mas para mim,isso é poesia Os gostos dos ares E o rangido dos pés na calçada Como as pessoas são distraídas Não, eu que sou observadora Ou somente louca poetiza

Marília Faccio

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Marília Faccio

Passado aquele... O tão temido e arruinado passado Tantas lembranças que tento apagar
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Passado aquele... O tão temido e arruinado passado Tantas lembranças que tento apagar Tantos atos que não ouso recordar Quero apenas me livrar para não me arruinar Não pensavas que me arrependerias tanto De algo que fiz sem pensar E lembrar agora me faz mudar Quero novos rumos para tomar Novas histórias para contar Coisas novas para pensar E quem sabe um dia essa dor aliviar A culpa não vai passar Mas não vou me condenar Cada ato que fiz vai me melhorar E me fazer pensar que tudo Tudo um dia há de mudar Inclusive as pessoas a me condenar Aprenderes que todos um dia vão errar E devem se perdoar por saber Que a dor ensina a chorar E que o tempo ensina a amar

Todo dia eu sabia Que a tua Alma viria Me encontrar quando o sol saía
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Todo dia eu sabia Que a tua Alma viria Me encontrar quando o sol saía E a noite caia A lua me visitava E eu dizia que te amava Cada vez que eu falava Uma estrela passava Em noite de lua cheia A chuva acompanhava O rumo da estrela E do poema que eu recitava Os versos do vento E as rimas da brisa Chamavam a sua Alma Para a leve dança da vida

A chuva cai torta Como as minhas lágrimas Na direção do vento
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A chuva cai torta Como as minhas lágrimas Na direção do vento Escorrendo pelas calçadas As pétalas voando De um buquê de flores Que eu nunca ganhei E não fico esperando Passaram lindas Girando como em uma dança E leves como o coração De uma criança O meu choro era pesado Pesava mais que uma nuvem carregada Porque levava a tristeza Que também escorria pela calçada Um dia daqueles Que o sol já não brilhava Que meus olhos não sorriam E o silêncio dominava Dominava até mesmo O barulho dos trovões Que caiam do céu com raiva Mas eu só via os clarões Iluminavam os meus olhos Me faziam pensar mais Será que existe outro caminho? Ou só cair como a chuva faz?