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Frase de Anderson Cruz

EU NÃO SEI FALAR DAS ROSAS Eu não sei falar das rosas, do que se passa no meu coração, do sentimento forte que inebria minha alma, dessa fluidez de emoção. Tantas vezes o meu corpo chora, como ontem, meu corpo fala, e te beijo. É incrível, mas não sei definir que vento é esse; que me carrega; que me lança no ar; que chacoalha minha vida; e me faz voar alto, perdidamente... Percebo, tarde demais, que não tenho mais saída, que não tenho como alcançar essa medida louca, profana, insensata do meu ser, entre amar e ser, um heterossexual. Eu não sei falar das rosas, nem tampouco solidão, e me perco, sem rumo, metamorfoseando ilusão. Menino sonhador, sou eu assim, sem pudor, vivendo o que não quero, o que não me dá gosto, nem sorte, nem prazer, alimentando aparência. Alimentando... Pretendo escrever carta, contar minha história, mas tem uma coisa que de pronto me apavora: a essência do meu eu. É tão pérfido, é tão sujo, que não penso em tal absurdo, que é poder desabafar. E grito. Grito que não sei mais falar da dor, dessa angústia incessante, de admitir o que eu sou. Sou nada... Eu não sei falar das rosas, eu não sei falar da dor, não sei falar demais, não sei falar de amor. Não sei falar se sou, o que nasceu e me tornou, parte do lado negro, arco íris sem tempero, sem vida, sem coragem, refém dessa sociedade, que não aceita baitolagem, nem tampouco... Talvez eu diga adeus, e me frustro. Eu acho que sei o que é amor, dos dias que se passam, das horas, mas não sei falar das rosas.

Anderson Cruz

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Pensador.com

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Na saúde mental, saudável é aquele que sempre experimenta o novo; o novo a cada instante, mesmo que o mundo permaneça velho.
Hoje durante o serviço, vendo tanta dor por parente falecido, lembrando da minha dor, da minha mãe, me veio - dessa vez de surpresa, um poema do Francisco Otaviano que há muito não passava na minha cabeça: "Quem passou pela vida em branca nuvem, E em placido repouso adormeceu;
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Hoje durante o serviço, vendo tanta dor por parente falecido, lembrando da minha dor, da minha mãe, me veio - dessa vez de surpresa, um poema do Francisco Otaviano que há muito não passava na minha cabeça: "Quem passou pela vida em branca nuvem, E em placido repouso adormeceu; Quem não sentiu o frio da desgraça, Quem passou pela vida e não sofreu, Foi espectro de homem, não foi homem, Só passou pela vida, não viveu."

Quando gostar de alguém se torna um acidente triste de percurso é assim. Quando as voltas que se dá nos leva a lugar algum. Meio perdido, meio solto. Vazio. Quando a alegria de pensar em alguém cessa, quando surge o baque, a queda. Veio a rasteira. A rasteira que bobos damos em…
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Quando gostar de alguém se torna um acidente triste de percurso é assim. Quando as voltas que se dá nos leva a lugar algum. Meio perdido, meio solto. Vazio. Quando a alegria de pensar em alguém cessa, quando surge o baque, a queda. Veio a rasteira. A rasteira que bobos damos em nós mesmos quando admitimos estar com o coração aberto para amar de novo. Ah, amar... Saberia eu o que significa isso ou não saberiam os outros? O foco nesse lamento é outro. O foco é naquele exato momento em que você repara no seu reflexo e percebe que ele é burro. Que você é burro. Tonto. O reflexo ridículo de você mesmo refletido no espelho é a verdade sobre você. A triste realidade. Carregando tantos anos nas costas, e tonto. Tão orgulhoso por ser ciente de si mesmo, e tonto. Tão maduro, tão sadio, tão pé-no-chão, e tonto. Burro, dessa vez, não por ter tentado quando prometeu não mais insistir, mas porque tentou usando as mesmas ilusões, repetindo tudo que fizera incontavéis vezes antes sem se dar conta, pelo menos não a tempo de evitar ser atropelado pelo próprio tormento sóbrio e confuso de estar só, de que não é mais do mesmo que se resolve o coração. Mais do mesmo agora: decepção. Acidente de novo. Chama o reboque, prepara o primeiros-socorros e vem, abraça essa quarentena para se curar novamente. E vai. Mal de quem acredita demais: cicatriz.