Frase de Bárbara Melo
Infância Foi mágica da infância, da janela do meu quarto não sabia assim tão bem , como era do outro lado. Debruçada na janela, sempre sonhava um bocado mas não sabia de nada, da vida do outro lado. Tudo parecia tranquilo, naquele meu imaginar, pessoas boas felizes, sempre vivia a sonhar. A vida era dosada, luxo nem podia pensar vestidos de seda, mamãe não podia me dar. Sabia que existia, no meu inocente sonhar só não podia tocar, muito menos usar. Mas a vida era feliz, eu conseguia sonhar, os beijinhos da mamãe, tudo podia amenizar. Nada lá me faltava, tinha onde brincar rua branca e macia, com areia para pisar. Campinho de futebol, em frente meu lar um lugar interessante, pra poder brincar. Era linda, minha terra, meu cantinho, meu lugar. Um rio maravilhoso, onde eu podia nadar com árvores frondosas, uma beleza de lugar. Com margens enfeitadas, o rio sorria pra mim eu com os pés na chão, ficava mais um "poquim". Mas um “poquim” mamãe! Eu sempre falava assim, e acabava mergulhando, banhando mais um "poquim". A noite era alegria, a vizinhança à conversar a meninada reunida, pular, brincar, gritar! De repente aquela música, era do cinema indicava que era hora, do filme começar. As horas iam passando, o povo ali conversando, a meninada brincando, e minha vida mudando. Era menina morena, com pés no chão eu corria simples assim era feliz, desse jeito eu crescia. Cabelos negros ao vento, minha infância vivia crescendo ficando mocinha, eu nem percebia. Da vida da janela à rua que eu conhecia, brincando e sonhando, eu mudava como a lua. Saudades da terrinha, onde pude sonhar de pessoas amigas, com quem pude partilhar. Dos amigos de infância, das pessoas do lugar do cheiro de terra molhada, era marca do lugar.
No pensador.ai desde