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Frase de Mano Brisa

Passarinho, me perdoe se, em algum momento, eu não consegui te oferecer tudo o que sonhei para nós. Nada disso foi por falta de amor ou de vontade. Me perdoe por não ter conseguido manter nossa família unida. Nada disso foi de propósito, nem o que planejei. Nunca quis te dar menos do que merecia. Flor, que o mundo não transforme em ausência e frieza definitiva o amor que um dia brotou de verdade entre a gente. Rezo todo dia para que a vida não apague de vez o carinho e o afeto que cultivamos e que floresceram tão bonito entre nós, e que o tempo respeite com delicadeza o que compartilhamos.

Mano Brisa

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Mano Brisa

O que mais dói: ser transformado num inseto e rejeitado pelo mundo dos vivos ainda enquanto respira, ou carregar o peso de saber que você só é aceito enquanto tem algo a oferecer? A utilidade é a moeda mais cruel do afeto. É fácil ser querido e celebrado quando suas engrenagens…
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O que mais dói: ser transformado num inseto e rejeitado pelo mundo dos vivos ainda enquanto respira, ou carregar o peso de saber que você só é aceito enquanto tem algo a oferecer? A utilidade é a moeda mais cruel do afeto. É fácil ser querido e celebrado quando suas engrenagens giram sem ruído. É um choque perceber que o brilho nos olhos de quem você mais ama se apaga na mesma proporção em que sua produtividade diminui. Ser amado pelo que você faz é um mero contrato. Ser amado por quem você é, porém, é um milagre. Se hoje você se sentir estranho, exausto ou incapaz de performar e entregar o que esperam de você, lembre-se: o problema não é a sua metamorfose. O problema é quem só consegue enxergar o seu dever, a sua utilidade, a sua função — e não a sua alma. Quem ficaria ao seu lado se, de repente, você não tivesse mais nada a dispor, apenas pelo valor da sua presença? Será que existe, neste mundo, afinidade e identificação instantâneas? Será que até o amor genuíno tem prazo de validade?

O vazio que ficou na casa parece o reflexo de dentro do peito. Mesmo igual, tudo mudou: até a densidade do ar da casa mudou e ficou mais pesada e sufocante. O mesmo chão que antes era sólido, às vezes parece movediço. Todos os nossos sonhos e risos deram lugar a um silêncio que a…
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O vazio que ficou na casa parece o reflexo de dentro do peito. Mesmo igual, tudo mudou: até a densidade do ar da casa mudou e ficou mais pesada e sufocante. O mesmo chão que antes era sólido, às vezes parece movediço. Todos os nossos sonhos e risos deram lugar a um silêncio que antes acalmava e era apreciado, mas que agora virou ensurdecedor e confuso. Quando o "nós" deu lugar ao "eu", o mundo – tanto interno quanto externo – mudou de forma. Parece que ficou mais difícil se entender e viver a partir de agora. O ambiente ficou mais amedrontador e traiçoeiro. Será que tudo que a gente viveu não era real? Esse fim gentil parece pior e mais difícil de suportar, pois eu não tenho nenhum sentimento ruim para me apegar. Eu não consigo desejar o mal, não guardo nenhum rancor, apenas ressentimento. Como se segue a partir disso, sem nada? Como se supera ou se convive com essa loucura? Juro, eu achava que fosse mais fácil... A estrutura do espaço, dos planos, a forma de se enxergar: sem a presença dela, perderam a cor, o sabor, o cheiro. O que antes era lar virou um espelho. E ficar cara a cara só contigo mesmo, com as lembranças, com o que poderia ter sido, é muito doloroso. Será que nomear o sentimento reduzirá um dia o poder que ele tem sobre mim? Será que criar novos rituais me ajudará a reencontrar o "nós"? Ou, mesmo vivo, ele foi embora para nunca mais voltar? Como achar a saída desse labirinto? Existe alguma lente para me localizar no eco da ausência?

Quando criança, eu sempre gostei de subir nas árvores, mesmo com medo de altura. Eu gostava de escalar a mais alta para ter a vista mais longínqua e bonita. Hoje, percebo o perigo, o abismo: de como a queda é mais forte e o choque é imenso, a ponto de me desligar da realidade e…
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Quando criança, eu sempre gostei de subir nas árvores, mesmo com medo de altura. Eu gostava de escalar a mais alta para ter a vista mais longínqua e bonita. Hoje, percebo o perigo, o abismo: de como a queda é mais forte e o choque é imenso, a ponto de me desligar da realidade e ser obrigado a mudar de identidade. Me curar e reerguer está sendo difícil. O mundo pleno que um dia tanto admirava se desfez. Um pedaço importante de mim se partiu junto com ela. Fui embora de mim. É uma tristeza misturada com um vazio tão profundo, difícil de suportar. Agora, até conseguir tomar um simples banho, me alimentar, dar um sorriso ou caminhar até a esquina é árduo. Deus me perdoe! Por que fui ter coragem de amar? Esse luto que me assalta a alma é um preço muito alto.